Polícia

Delegacia vai apurar por que polícia não atendeu acidente que matou jovem na Mato Grosso

A Polícia Civil vai apurar porque a Polícia Militar de Trânsito não foi ao local do acidente que vitimou Emanuelle Aleixo Gorski, 20 anos, ocorrido na noite de quarta-feira (10). A jovem foi atropelada por uma S10 na rotatória que fica perto do cruzamento entre a Avenida Hiroshima e a Mato Grosso, no Carandá Bosque. […]

Renata Portela Publicado em 11/03/2021, às 15h18 - Atualizado às 18h33

Emanuelle foi vítima de atropelamento | Reprodução, Instagram
Emanuelle foi vítima de atropelamento | Reprodução, Instagram - Emanuelle foi vítima de atropelamento | Reprodução, Instagram

A Polícia Civil vai apurar porque a Polícia Militar de Trânsito não foi ao local do acidente que vitimou Emanuelle Aleixo Gorski, 20 anos, ocorrido na noite de quarta-feira (10). A jovem foi atropelada por uma S10 na rotatória que fica perto do cruzamento entre a Avenida Hiroshima e a Mato Grosso, no Carandá Bosque.

O Jornal Midiamax apurou junto ao BPTran (Batalhão da Polícia Militar de Trânsito) que não houve qualquer registro do acidente, que ocorreu por volta das 21 horas. Todos os acidentes com vítima devem ser registrados pela polícia, já que podem resultar em crimes de lesão ou homicídio, como foi o caso de Emanuelle.

A princípio a informação é de que o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) não teria acionado a polícia, como é o procedimento comum a ser realizado, mas não há confirmação até o momento. Conforme a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), “A informação do não acionamento da equipe da polícia de trânsito não procede, uma vez que o chamado entrou para o Samu e, simultaneamente, através do Ciops – canal que é utilizado pela polícia e Corpo de Bombeiros – uma vez que também foi empenhada uma viatura dos profissionais de salvamento do Estado”.

Investigação pela 3ª DP

O delegado Wilton Vilas Boas, da 3ª Delegacia de Polícia Civil, apura o acidente e relatou que investiga onde estão a camionete, que seria uma S10 branca, e também a bicicleta da vítima. Além disso, aguarda outros procedimentos para entender a cinemática do acidente.

Conforme o delegado, não foram encontradas marcas do acidente ou mesmo destroços ou estilhaços. Com isso, somando que não houve registro policial da cinemática, é maior a dificuldade para entender as causas do acidente. O motorista teria sido identificado após a amiga de Emanuelle que estava no local do acidente pegar o contato do filho dele.

No entanto, o motorista não procurou a delegacia. Sem a Polícia de Trânsito, também não é possível saber se o motorista havia ingerido bebidas alcoólicas ou quem estaria errado no momento do atropelamento. O único registro sobre o acidente foi feito pelo pai da vítima, na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro.

Segundo o relato, ele soube do atropelamento pela amiga de Emanuelle que estava no local. A vítima foi socorrida pelo Samu, sedada e intubada e levada em estado gravíssimo para a Santa Casa. Ela não resistiu aos ferimentos e teve parada cardiorrespiratória, morrendo às 22h50.

O caso ainda é tratado como morte a esclarecer e as causas seguem apuradas pela Polícia Civil.

*Matéria editada às 16h12 para acréscimo de resposta da Sesau

Jornal Midiamax