Conheça os pontos fortes e fracos do Renault Fluence GT

A estratégia das montadoras em possuir carros destinados ao público menos conservador no segmento de sedãs médios parece ter ganhado força nos últimos meses. Após a Volkswagen apostar no Jetta com motor 2.0 l turbo de 200 cavalos de potência e a Honda anunciar a volta do New Civic Si – também com motor 2.0 l, a Renault traz ao Brasil a versão esportiva de seu sedã: o Fluence GT.

Com Bruno Senna – sobrinho do tricampeão mundial de Fórmula 1, Ayrton Senna, – presente à apresentação do primeiro carro da divisão Sport da montadora francesa no País, nada melhor que um circuito para testar o modelo. A pista, localizada em Indaiatuba, no interior de São Paulo, mostrou que a aposta da empresa repete o conforto do Fluence, se sai bem em curvas e tem boa aceleração, mas peca um pouco nos freios.

Impressões

O exterior do modelo da Renault traz poucas diferenças com o design do Fluence tradicional. O esportivo tem um pequeno aerofólio traseiro que auxilia a estabilidade do carro nas curvas e spoiler traseiro, além de detalhes metálicos com a alcunha GT.

No interior do veículo, o painel possui plástico de boa qualidade e em conjunto com o câmbio e o volante tem detalhes cromados que remetem à pegada esportiva – que também conta com pedais de metal. A chave é no sistema cartão e a partida é dada apenas ao tocar o dedo no botão “star/stop”.

O velocímetro digital ajuda o motorista a controlar a velocidade, já que pelo bom isolamento acústico seria fácil passar dos limites sem se dar conta. Os bancos em formato de concha não possuem o conforto como premissa, mas não chegam a incomodar os ocupantes e os “seguram” nas curvas.

Circuito

Nas curvas fechadas do circuito de Indaiatuba, o Fluence GT se mostrou estável – graças ao aerofólio traseiro e às rodas de aro 17 polegadas, mas, principalmente, pelo controle de estabilidade que não deixa o carro sair do traçado desejado.

A direção elétrica do modelo exige o mínimo esforço do motorista para esterçar e o câmbio é macio e tem engates precisos e curtos. Já a suspensão faz um bom trabalho com um acerto suave.

Estrada

Como o autódromo possui poucas retas, não foi possível utilizar as seis marchas disponíveis do Fluence GT. Por isso, a rodovia que liga Indaiatuba a Vinhedo, também no interior de São Paulo, foi utilizada para testar o modelo em distâncias maiores.

Na estrada, o Fluence GT também deixa uma boa impressão no motorista. O carro possui um arranque tímido até que o ponteiro chegue próximo aos 2,5 mil giros. Já em altas rotações, o motor de 180 cavalos de potência “deslancha” e tem um ótimo desempenho, dando margem para utilizar pequenas distâncias em ultrapassagens e chegando próximo ao limite de 110 km/h da rodovia sem esforço.

Os freios ABS, que também possuem distribuição eletrônica de frenagem, assustam um pouco. Como um autêntico esportivo, o Fluence GT necessita que se crave o pé no freio para uma desaceleração segura, ou seja, é necessário pisar com um pouco mais de força do que o usual para que o carro realmente pare.

Nas curvas da estrada, mais abertas e feitas em uma velocidade maior do que as em circuito, o carro esportivo da Renault repete o bom desempenho das curvas realizadas em velocidades de até 70 km/h no autódromo.

O porta-malas de 570 l tem espaço suficiente para comportar a bagagem de cinco ocupantes. O ar-condicionado digital cumpre seu papel e refresca o carro por inteiro. O espaço interno é o mesmo do Fluence e oferece conforto em todas as cinco posições dentro do carro.

Apesar de a Renault anunciar uma previsão modesta de 70 unidades vendidas por mês, o Fluence GT deve entrar mais forte na briga dos sedãs médios, principalmente para quem busca um modelo menos “careta” dentro deste segmento. O preço é de R$ 79.370, enquanto o Volkswagen Jetta 2.0 TSi Tiptronic tem valor inicial de R$ 84.990. Já o Fluence “normal” sai por R$ 57.850.

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