Com a Covid-19, hospitais devem redobrar cuidados com geradores

A energia elétrica é um dos recursos mais importantes para o pleno funcionamento de um hospital. Por isso, o prevê que todas as organizações hospitalares possuam um sistema de energia elétrica emergencial, geralmente geradores, como forma de manter constante o fornecimento de energia.

No Rio de Janeiro, por exemplo, a lei 2.640, em vigor há mais de 20 anos, prevê uma multa de R$ 5 mil para unidades hospitalares que desrespeitarem a regra.

Porém, somente possuir geradores instalados não é suficiente. É obrigatório que haja cuidados específicos e atenção aos períodos de manutenção para que funcionem adequadamente.

E, em contexto de pandemia do novo coronavírus, a precaução deve ser redobrada. No Rio de Janeiro, mencionado anteriormente, um acidente pôs em evidência a importância de se atentar ao equipamento.

Em 8 de maio, uma queda de energia levou dois pacientes à morte na UTI do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla.

Segundo um médico da unidade, os geradores demoraram cerca de oito minutos para começarem a funcionar após a . Os ventiladores não estavam com bateria suficiente para permanecerem ligados sem suporte. Isso fez com que os pacientes que estavam em ventilação mecânica, em tratamento da Covid-19, morressem.

Portanto, o conteúdo traz informações sobre alguns motivos de falhas em geradores de energia e como é possível evitá-las, a fim de garantir o funcionamento pleno da equipamento.

Motivos para falhas de geradores

Existem diversos fatores que podem causar falhas em geradores de energia: como problemas na bateria, vazamentos de combustível e carbonização de partículas.

Cada um requer atenção específica e necessita de formas diferentes de precaução.

De maneira geral, é importante contar com apoio técnico qualificado constantemente, a fim de evitar qualquer tipo de problemas com os geradores.

Entender um pouco mais sobre as principais causas que levam o equipamento a parar de funcionar é um passo imprescindível para prevenir acidentes.

Baterias

Na maioria das vezes, a dificuldade vem de problemas na bateria. Muitas falhas ocorrem pela falta de manutenção adequada.

É comum que, com o tempo, haja um acúmulo de sulfato de chumbo em pontos de conexão das placas de bateria. Se houver uma concentração muito grande da substância, a corrente elétrica poderá ser comprometida.

Optar por baterias seladas e protegidas podem ajudar a impedir o problema. E ainda contar com a fiscalização de profissionais competentes para evitar que esse acúmulo atinja níveis maiores.

Vazamentos de combustível

Além de optar por um combustível de qualidade, cuja substância não irá danificar a máquina, é importante também se atentar a possíveis causas de vazamentos.

Equipamentos muito expostos ou mantidos em local inadequado podem ter as mangueiras de combustível comprometidas, causando rachaduras e furos pela sua extensão.

Essa é uma das causas mais comuns de vazamentos, que podem prejudicar o funcionamento de geradores e, até mesmo, provocar incêndios.

Portanto, é preciso estar atento ao manual do equipamento, que informará o período certo para que haja a substituição das mangueiras. Aconselha-se que a troca ocorra de três em três anos, no caso de geradores conservados em ambientes apropriados.

Carbonização

A carbonização de combustível ocorre quando o motor do gerador opera em carga baixa, por um longo período de tempo.

Assim, o calor produzido não é suficiente para consumir todo o combustível disponível, que se acumula em partículas carbonizadas na máquina. Também sobram óleo, água e ácidos no sistema.

Uma forma de evitar a carbonização é deixar o motor funcionando, a plena carga, por algumas horas para que o combustível remanescente seja consumido. E realizar a limpeza do tanque com frequência.

Como evitar problemas com geradores

É possível perceber, portanto, que as principais falhas com geradores em hospitais ocorrem pela falta de manutenção preventiva – realizada de forma correta, com profissionais capacitados.

Mesmo sendo a maior garantia de funcionamento pleno do gerador, muitas unidades de saúde ainda não a fazem corretamente.

De qualquer forma, é preciso que um técnico avalie a situação da máquina, em um intervalo de tempo determinado, e verifique se componentes ou peças precisam ser trocados.

E até mesmo faça a verificação de dimensionamento correto. Geradores antigos podem estar mal dimensionados devido a um possível crescimento da demanda, como a expansão do hospital, por exemplo.

Inicialmente dimensionado para carga original, pode ficar subdimensionado e já não conseguir atender as cargas críticas e essenciais do hospital. Por isso devem ser devidamente testados para estarem aptos durante intervenções não-programadas.

Os testes com bancos de carga são uma das melhores formas de se certificar que o gerador de energia não terá problemas quando acionado.

Durante os testes, os bancos permitem que haja uma simulação das condições em que o equipamento será usado. Assim, se torna possível notar possíveis defeitos antes que o gerador seja, de fato, posto em ação.

Realizar testes em que a carga de energia não corresponde a que será utilizada no dia a dia é ineficaz. Ao não exigir tanto do gerador poderá, assim, esconder falhas relevantes.

Outra medida essencial para prevenir falhas é apostar em serviços de energia temporária de qualidade.

No caso de aluguel de geradores, por exemplo, é a empresa especializada se responsabilizará pela instalação, manutenção e correção de possíveis problemas no equipamento. Algumas empresas oferecem o monitoramento remoto para acompanhamento online dos geradores fazendo verificação de níveis de cargas, alarmes e falhas.

Portanto, contar com profissionais de confiança, bem avaliados no mercado, é um passo imprescindível para garantir o funcionamento adequado do gerador.

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