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Playboy deixa de existir no Brasil após polêmica envolvendo assédio

Revista americana quebra contrato com versão brasileira

A revista Playboy não possui mais um versão brasileira. O contrato da publicação com a editora PBB Lta. foi rescindido no fim do ano passado. A revista termina sua trajetória com acusações contra o ex-diretor da editora PBB, Marcos Abreu. Ex-colaboradores e até a “Playboy” disseram que a marca criada por Hugh Hefner teria sido usada indevidamente.

A PBB adquiriu os direitos, antes da Editora Abril, em 2016. Há 3 meses, a publicação passou a ter uma única edição anual e passou a investir no segmento online.

O diretor e produtor de ensaios Rafael Castro, que afirma ter sido contratado para a reformulação do site, diz ter sido enganado. As suas suspeitas começaram após a criação da plataforma Men Play, hospedada no site da revista, para a realização de ensaios com mulheres anônimas.

“Quando o Marcos Abreu registrou o Men Play, em fevereiro, eu comprovei a real má intenção dele, que era transferir os dados de leitores da ‘Playboy’ e os seguidores [nas redes sociais] para esse novo projeto porque a qualquer momento o site e as redes da ‘Playboy’ iriam cair, já que ele não tinha mais a licença”, disse o fotógrafo e produtor Rafael Castro, que decidiu denunciar as suspeitas que tinha para a matriz americana, em entrevista ao UOL.

Site da plataforma agregada saiu fora do ar. (Foto: Reprodução)

Os sites brasileiros, antes verificados pela revista, saíram fora do ar. A diretora da Playboy americana Hazel Thompson confirmou as investigações. “Estamos cientes de que o Men Play está infringindo nossa marca registrada e estamos tomando medidas legais para resolver a situação com o máximo de urgência”, afirmou Thomson.

A Playboy Brasil já tinha sido investigada no ano passado após denúncias de assédio sexual contra o vice-presidente da marca André Sanseverino. O caso culminou com o afastamento de Sanseverino da marca.

A diretora da publicação no Brasil, Cida Gonçalves, afirmou ao UOL que o acordo que ia até 2020 foi rescindido por parte da publicação nos Estados Unidos unilateralmente e que “Não sabe o que ilícito para eles”.

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