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Mistério e suspense contam a história da heroína do primeiro romance de Juliana Feliz

Livro deve ser lançado em maio

Ariadne Ventura é o nome da protagonista do primeiro romance da jornalista e professora universitária Juliana Feliz. Autora independente, ela deve iniciar a pré-venda do livro, que está previsto para ser lançado em maio.

A história se passa em um mundo fictício, onde até os animais foram inventados. Ariadne é uma jovem estudante que vive em uma sociedade cerceada de liberdade. Curiosa e questionadora, ela se intriga com estranhas situações e, ao tentar investigar, e sua vida muda após um encontro com seu professor.

O enredo, cheio de mistério e suspense, certamente irá envolver os leitores. Como uma dos cerca de 10 ‘beta-leitores’ que já experimentaram o livro, garanto que a cada linha a vontade de saber mais aumenta. Juliana conta que três leitoras ‘cobaias’ puderam chegar até o final da história. “Elas mandaram áudios chorando”, conta animada. “É meu primeiro livro de ficção. Precisava sentir como as pessoas estão entendendo e sentindo. Foi uma grande experiência pra mim”, acrescenta.

Inspiração

Suas vivências serviram de inspiração para o enredo. “A história começa numa escola que também tem a ver com a escola que estudei quando criança. Era um colégio de freiras em Ribeirão Preto (SP). São coisas que vivenciei e queria muito uma protagonista jovem, moça, mulher. Me interesso por questões de gênero, um tema que trabalhei no mestrado”, confessa Juliana.

Quinta da Regaleira, Portugal.​Paisagens e cenários de Portugal também ajudaram a formar o enredo, que foi chegando à mente da escritora em janeiro de 2016. “É um mundo imaginário, é uma fantasia distópica. A atmosfera que eu queria não faz parte do lugar que eu vivo. Aquele cenário seria mais adequado pra história. Vi muitas fotos da minha mãe, que mora em Portugal, da Quinta da Regaleira, da Torre Invertida. Em janeiro viajei para lá e para a Espanha e em Miramar, encontrei uma praia igual a que eu tinha imaginado”, relata. “É uma mistura da imaginação, lugares que eu vi, coisas que eu gosto, e situações que eu vivi”, resume.

Até o título é um mistério

O processo criativo, entre a ideia e a finalização da escrita, durou pouco mais de dois anos. Após ter as primeiras ideias, Juliana foi amadurecendo a história e o título ‘As cinzas de Altivez’ veio à sua mente mesmo antes de começar a escrever, o que aconteceu apenas em março de 2016. “O título também é um mistério. Veja que Altivez está escrito em maiúsculo, Altivez é alguma coisa”, revela.

Os últimos capítulos foram destilados no feriado de Carnaval em seu ‘esconderijo secreto’, como ela gosta definir. Grande parte do livro foi traduzido em palavras em uma chácara onde não há nem sinal de celular.

A Torre Invertida, em Portugal.“Terminar o livro é uma mistura de luto e alegria. Alegria porque, poxa ‘consegui escrever 53 mil palavras’, é um volume grande de trabalho. Quero muito que as pessoas leiam, mas mesmo que ninguém leia, é um trabalho de grande valor. Mas com o desfecho dos personagens, enquanto você vai construindo a história e vai assistindo o que está acontecendo, você está vendo os personagens atuar, tem personagem que morre, tem aquele que se dá bem, aquele que se dá mal, você reflete sobre o que ele viveu”, define.

E o resultado é um romance envolvente de mistério e aventura, com uma pitada de romance e surpresas com uma pegada juvenil. A professora universitária conta que o convívio com jovens de 18 a 20 anos propiciou isso. “Não é um livro adulto”, diz Juliana, no que se refere a envolvimentos entre as pessoas, “mas fala de temas universais, liberdade, ditadura, a história se passa em um mundo ditador, campestre. Tem a questão da Religião junto com o Estado, tem uma crítica quanto a questão da ciência e religião”, detalha.

E para aqueles que já estão ansiosos para ler, uma boa notícia: ‘As cinzas de Altivez’ vai ter continuação. “O segundo [livro] vai ter com certeza. Deixei todas as pontas para o ‘dois’, mas a protagonista cumpre um primeiro compromisso no primeiro”, explica.

Juliana Feliz em um dos cenários que a inspirou.Como autora independente, Juliana está tirando do próprio bolso para bancar o livro. Em breve ela pretende abrir a pré-venda da obra. Nesta jornada, ela conta com a ajuda de amigos profissionais. A capa foi feita por Alexandre Leoni, o mapa do mundo imaginário foi desenvolvido por Felipe Leoni, os símbolos criados por Juliana foram desenhados por Adriano Boeno e projeto gráfico do livro é do Rafael Naruto.

Outra ajuda especial veio da família. O pai de Juliana, professor e pesquisador aposentado Julio Feliz, produziu teasers. Quer ver? Acesse a fanpage do livro no Facebook  e o perfil no Instagram.

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