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Lojas revivem moda do R$ 1,99 com preço único para vender de tudo

Comércio na 15 de Novembro é considerado extensão do camelódromo

Nas vitrines, o que chama a atenção não são as peças à venda, mas sim os preços estampados na fachada das lojas, sejam eles “únicos” ou “máximos”. A estratégia é bastante comum na rua 15 de Novembro, no Centro de Campo Grande, onde o comércio é considerado uma extensão do Camelódromo e faz jus à fama que ganhou, tanto em variedade quanto no preço popular dos produtos.

Aos moldes do famoso R$ 1,99, mas na versão inflacionada, na rua há loja onde qualquer produto é vendido a R$ 3. De pacote de algodão a polainas – acessório em alta na moda da década de 1980 –, lá se encontra de tudo um pouco. Apesar de o forte ser bijuterias, também há brinquedos, roupas, garrafas e até lenço umedecido.

Mas a gerente da loja, Silvana Marques, afirma que o que mais chama a atenção da clientela é o preço e não o produto em si. “Geralmente, as pessoas entram mais pra ver o que tem a esse valor, e como é muito baixo, sempre acabam levando alguma coisa”, conta.

Na mesma calçada, outra loja anuncia produtos a preços populares, mas com a estratégia um pouco diferente. Ao invés de um valor único, o chamariz é “preço máximo R$ 20”. Com as vendas concentradas em roupas femininas, a gerente da loja acredita que a proposta, de fato, atrai as mulheres.

“Tratando-se de roupas, este é um valor acessível, que cabe no bolso. As peças são boas, mas acredito que o preço é o que mais chama a atenção de quem passa aqui na frente”, afirma.

E assim, a dita “extensão do camelódromo” tenta fisgar os consumidores, na disputa de qual loja oferece melhor o famoso “bom, bonito e barato”. 

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