PCC iniciou motim em presídio paraguaio ao descobrir que seria isolado em pavilhão

Nova ala da unidade prisional conta com 40 celas para presos perigosos

O motim no presídio paraguaio em Cambyretá, que resultou em fuga e posterior captura de três criminosos, foi desencadeado quando presos do PCC (Primeiro Comando da Capital) descobriram que a partir de segunda-feira teriam que usar macacão laranja para se distinguir dos demais e seriam isolados em um pavilhão de segurança máxima.

De acordo com o jornal ABC Color, a vice-ministra de Política Criminal, Alejandra Peralta, disse iria abrir uma nova ala com 40 celas de espaço para até dois presos cada. Ela explicou ainda que o local será destinado a presos de maior periculosidade e influência, a exemplo de integrantes da facção brasileira.

Não apenas o PCC, mas outros presos serão removidos para este novo pavilhão. Outra novidade é o uso de uniformes. As visitas para estes tipo de presos também serão diferenciadas, a partir de cabines de vidro, como ocorre nos Estados Unidos, a fim de evitar contato físico direto, garantido mais segurança aos visitantes e aos internos.

Conforme noticiado na quinta-feira, motim no presídio de Cambyretá, localizado a 524 quilômetros de Mundo Novo, acabou na fuga de três membros do PCC (Primeiro Comando da Capital), entre eles um brasileiro identificado como Jackson da Silva. Eles fizeram o chefe da segurança do estabelecimento penal de refém.

O plano de fuga teve início às 16 horas, quando eles iniciaram um motim e com armas atacaram o setor administrativo da prisão, onde estava o chefe de segurança que foi feito refém. O vice-chefe dos guardas, Juan Chaparro, foi ferido a tiros durante a rebelião. 

Os membros do PCC fugiram em uma BMW levando o chefe da segurança como refém, mas o carro quebrou e eles se esconderam em uma área de mata sendo encurralados pela polícia, segundo o site ABC Color.

Depois de serem encurralados, os três fugitivos concordaram em se entregar com a presença do Ministério Público e da imprensa para que tivessem a segurança resguardada. Eles libertaram o chefe da segurança quando chegaram à frente do estabelecimento penal.

Foi entregue a espingarda que retiraram de um guarda e as outras duas armas usadas para o motim e na fuga.

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