Funcionários de Jamil presos com armas foram liberados após pagarem fiança

Eles foram detidos na sexta-feira

Horas após a prisão durante cumprimento de mandados na Operação Omertà, dois funcionários do empresário Jamil Name foram liberados mediante pagamento de fiança, arbitrada pela autoridade policial. As prisões ocorreram na sexta-feira (26), durante cumprimento de mandados na Capital.

Adelino Loureiro e José Antônio foram trabalham no haras do empresário e foram detidos por portarem ilegalmente armas de fogo. Com José foi encontrado um revólver com seis munições intactas e com Adelino uma espingarda calibre 12, que estaria registrada em nome de Jamil, mas seria utilizada por ele para proteção própria, conforme relato do funcionário.

Os dois foram detidos em flagrante enquanto as equipes policiais cumpriam mandados de busca e apreensão nas empresas e imóveis de Jamil Name. No fim da tarde foi arbitrada a eles fiança no valor de um salário mínimo pela autoridade policial e os dois foram colocados em liberdade.

Durante o fim de semana, o advogado Alexandre Gonçalves Franzoloso teve a prisão revogada pelo desembargador Sideni Soncini Pimentel, no fim da manhã de sábado (28). Alexandre não chegou a ser preso porque estava fora de Campo Grande. A OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil) ingressou com habeas corpus justificando que prerrogativa de advogado havia sido violada.

Na decisão, Sideni afirma que não havia, no mandado de prisão do juízo de primeira instância, elementos concretos que vinculem Alexandre aos atos criminosos.

Operação Omertà

A ação contou com 17 equipes do Garras, Gaeco e Batalhão de Choque da PM. Foram cumpridos 44 mandados na Capital, sendo 13 de prisão preventiva, 10 de prisão temporária e 21 de busca e apreensão. Informações são de que os empresários Jamil Name e Jamil Name Filho seriam suspeitos de chefiar uma milícia envolvida com execuções em Campo Grande. A polícia apreendeu R$ 150 mil em posse do empresário Jamil Name.

Matheus Coutinho Xavier foi assassinado em frente à sua casa com 7 tiros de fuzil na cabeça, e na época de sua execução, no dia 9 de abril, foi levantado que a arma usada no crime poderia ter ligação com o armamento usado na execução de Ilson Figueiredo, que foi assassinado em junho de 2018.

O carro em que Ilson estava foi surpreendido, na avenida Guaicurus e alvejado por diversos tiros de arma de grosso calibre, entre elas, um fuzil. Aproximadamente 18 cápsulas foram recolhidas pela perícia no local. Depois de ser atingido, o veículo que ele dirigia bateu contra o muro de uma casa.

Os pistoleiros que executaram o chefe da segurança da Assembleia Legislativa usaram uma metralhadora e um fuzil AK-47 no crime. Encapuzados, vestindo preto e com coletes à prova de balas, os pistoleiros começaram a atirar contra o carro do policial aposentado uma quadra antes do local onde o carro parou. Nas imediações na Rua Piracanjuba, na região, o carro usado na execução de Ilson, um Fiat Toro, foi encontrado incendiado.

Também foi executado com armamento do mesmo calibre, Orlando da Silva Fernandes, 41 anos, conhecido como ‘Orlando Bomba’ executado com tiros de fuzil na cabeça, tórax, e braços em frente a uma barbearia.

Dois homens chegaram em uma Dodge Journey, desceram e executaram ele, que saía do local e ia em direção à sua camionete Hillux. Um outro homem em uma moto deu apoio para a execução. A polícia encontrou no local com a vítima três celulares intactos que estavam com ele, além de cheques e quantia em dinheiro. O crime aconteceu no dia 26 de novembro de 2018.