Em mensagens, chefe de milícia diz que matança vai de ‘picolezeiro a governador’

Conversa pelo WhatsApp é de 2018 e foi obtida após apreensão de pendrive, em maio deste ano

Mensagens trocadas por Jamil Name Filho, considerado um os chefes da milícia alvo da Operação Omertà em Campo Grande, e sua ex-mulher, revelam que o grupo criminoso planejava a “maior matança já vista na história de Mato Grosso do Sul” e que as vítimas iriam de “picolozeiro a governador”, demonstrando não temer ninguém.

Datadas de 18 de abril de 2018, as mensagens foram obtidas após policiais militares abordarem o gerente da milícia, Marcelo Rios, em maio deste ano e com ele e apreenderem vários objetos, entre eles um pendrive contendo várias conversas entre Name Filho e sua ex-mulher. Entre todas, uma chamou mais atenção.

Na conversa, Name pede para que a ex-mulher fique na casa da irmã e que estaria havendo uma movimentação grande, relativo ao crime organizado. Ele ainda recebeu o convite para ficar na casa da ex-mulher, mas negou de pronto dizendo que não precisava se esconder.

“Quem precisa são outras pessoas, as caçadas”, avisou, completando ainda que “quem tem que ter medo é quem é caçado, não sou eu”. Name Filho ainda frisa que chefia o grupo ao dizer que “a matilha é minha, não morro fácil, não”.

Na sequência da conversa, ele indica que haverá a “maior matança da história do MS” e que as vítimas podem ir desde “picolezeiro a governador”. Em seguida, ele pede para que a ex-mulher apague as mensagens, trocadas pelo aplicativo WhatsApp.

De acordo com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), as frases revelam “audácia, destemor e a altíssima periculosidade” da milícia a qual Jamil Name Filho é apontado como um dos líderes, abaixo apenas de seu pai, Jamil Name.

Os dois estão presos desde sexta-feira (27), quando foi deflagrada a Operação Omertà. Vários apoiadores do grupo também foram detidos. Essa é a segunda prisão de Filho, que também foi alvo na década passada da Operação Xeque-Mate, relativo a operação de máquinas caça-níquel em Mato Grosso do Sul.

Em mensagens, chefe de milícia diz que matança vai de 'picolezeiro a governador'
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