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Defesa pede liberdade de estudante de 40 anos bancado pela avó

Suspeito de arrastar carros deixou de trabalhar para cursar Medicina

A defesa pediu a revogação da prisão preventiva de Sérgio Henrique da Silva Lima, de 40 anos, natural de Três Lagoas, preso na quarta-feira pela Polícia Militar, suspeito de integrar grupo de arrastadores que tentavam levar veículos alugados para a fronteira. Ele deixou de trabalhar para estudar Medicina, é sustentado pela avó e ainda tem que pagar a pensão de duas filhas. Além dele, Patrick Dioney Pereira de Moras e Emerson Mascarenhas Júnior também estão presos.

Em sua justificativa, a defesa alega que o crime cometido por Sérgio com os comparsas, no caso estelionato, uso de documento falso e associação criminosa, não se trata de delito cometido com violência ou grave ameaça. “O que refuta, desde já, a necessidade de garantia da ordem pública”, lê-se no pedido que reitera que Sérgio tem residência fixa.

“Também observa-se diante do caderno policial que não houve qualquer dano à vítima, vez que os veículos foram capturados pela polícia momentos após a locação. Diante de todo o exposto, requer, liminarmente, seja a prisão preventiva de Sérgio seja revogada, concedendo-se a liberdade provisória sem fiança ou outras medidas cautelares diferentes da prisão”.

Caso seja arbitrada fiança, a defesa pede que seja observada a condição financeira dele, que recebe auxílio financeiro da avó e ainda precisa pagar pensão. “Não sendo, ainda, o entendimento, ainda liminarmente, requer sejam determinadas cautelares diversas da prisão, concedendo-se a liberdade provisória”. O recurso será analisado pela justiça. Durante audiência de custódia na manhã desta quinta-feira, a juíza Sueli Garcia Saldanha converteu em preventiva a prisão em flagrante de Sérgio e dos demais.

O Caso

De acordo com o sargento Cleber Daniel, da Força Tática do 1° Batalhão, que participou da ação, na quarta-feira, Patrick e Emerson locaram um automóvel Ônix com documento falso em nome de um desconhecido. Sérgio, por sua vez, alugou um Gol em outra locadora, com documentos falsos no nome da mesma pessoa usado pelos dois comparsas. Patrick e Emerson foram no Ônix para um estabelecimento na Avenida Fábio Zahran, próximo a Avenida Salgado Filho, onde ficaram esperando Sérgio.

No entanto, a locadora havia desconfiado dos dados apresentados por eles e bloqueou o Ônix. Eles esperaram, mas como Sérgio demorou, decidiram sair, no entanto, viram que o carro estava bloqueado, por isso pediram um transporte por aplicativo. No mesmo instante, Sérgio chegou em um Gol locado.

“Neste momento, a locadora do Gol havia acionado a PM e fomos para o local e abordamos os veículos quase juntos, um atrás do outro”, explicou o sargento. Inicialmente eles disseram que eram estudantes de Medicina no Paraguai, e que estariam na cidade para se divertir.

Eles disseram que curtiriam a noite com os veículos e em seguida voltariam para Ponta Porã, onde entregariam sem nenhuma recompensa. “No entanto, eles acabaram confessando que locaram com documento falso e que tinha mais dois carros, uma Duster e um Virtus, em posto na Avenida Eduardo Elias Zahran”, explicou o sargento. Dentro destes veículos estava uma pasta com documentos.

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