Mudanças no serviço de saúde geram “boom” no setor farmacêutico

Profissionais da área celebram hoje o seu dia

Engana-se quem pensa que o farmacêutico é aquela pessoa que simplesmente fica atrás de um balcão de farmácia entregando as caixas de remédio que foram receitadas pelos médicos. Muito pelo contrário, além de prestar atendimento ao público em drogarias e farmácias, eles pesquisam sobre novos medicamentos, realizam análises clínicas e toxicológicas e estudam a composição e os processos produtivos dos fármacos.

Por conta disso, os farmacêuticos que acabam de se formar encontram um mercado de trabalho aquecido e com alta empregabilidade. Entre os fatores que contribuem para esse boom, se encontram o fator envelhecimento, já que a pessoa idosa, geralmente, tem mais patologias e precisa sempre receber a orientação adequada sobre elas e a criação de Lei 13.021/2014, que transformou as farmácias em estabelecimento de saúde.

Na opinião da farmacêutica Lorena Silva, a Lei 13.021/2014 foi muito importante e trouxe ganho para a população e, consequentemente, para a saúde em geral. “As farmácias estão distribuídas em toda região, isso facilita o acesso da população, sem falar que as orientações ofertadas pelos profissionais farmacêuticos são bastante relevantes para o esclarecimento das pessoas”, defende.

Raio X da profissão

Regulamentada no Brasil através da Lei 3.820, assinada, no dia 11 de novembro de 1960, esta carreira exige além do diploma de bacharel em Farmácia, um registro no Conselho Regional de Farmácia (CRF) do estado. O curso dura, em média, 5 anos a média salarial de um profissional em início de carreira é de 2.817,25 segundo o Guia de Carreira da Catho.

Uma recente pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que o setor farmacêutico tem uma das mais altas taxas de ocupação. De acordo com o estudo, 94,3% dos farmacêuticos brasileiros estão empregados. Essa tendência é confirmada pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), órgão que regulamenta o exercício dos farmacêuticos no Brasil. Segundo o Conselho, existem mais de 203 mil profissionais inscritos nos conselhos regionais.

De acordo com a Resolução do CFF nº 572, de 25 de abril de 2013, as especialidades farmacêuticas são agrupadas 10 linhas de atuação: alimentos; análises clínico-laboratoriais; educação; farmácia; farmácia hospitalar e clínica; farmácia industrial; gestão; práticas integrativas e complementares; saúde pública e toxicologia. Hoje, para efeito de registro de certificados e títulos na carteira profissional, estão previstas 135 especialidades.

A estudante Bruna Caires está no último semestre do curso de Farmácia e decidiu ingressar na  graduação porque descobriu uma afinidade com a área. “Escolhi essa área porque gostava de química na época do ensino médio e uma amiga falou que eu poderia gostar do curso”. Bruna também explicou que é muito importante que na decisão não pensar apenas na remuneração. “Muita gente acaba escolhendo um curso sem saber nada sobre ele e isso pode fazer com que, no futuro, acabem surgindo alguns arrependimentos”, concluiu.

Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), referente ao Censo de Educação Superior de 2017, mostram que, no Brasil, existem, em média, 467 instituições – entre púbicas e privadas – que oferecem o curso de Farmácia. No ano analisado, essas universidades receberam um total de 127.633 matrículas e registraram 15.874 mil concluintes.

Motivos para comemorar

A ideia de criar uma data que celebrasse os profissionais de Farmácia começou com o farmacêutico Oto Serpa Grandado, que em 7 de janeiro de 1941, durante uma reunião da Associação Brasileira de Farmacêuticos, questionou o motivo pelo qual não existia um dia especial para comemorar a profissão.

Mesmo com o questionamento, apenas em 23 de janeiro de 2007, através da Resolução nº 460, de 23 de março de 2007, o Conselho Federal de Farmácia reconheceu o Dia do Farmacêutico. A data é uma homenagem à Associação Brasileira de Farmácia, que surgiu em 1916.

 

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