Preço de máscaras sobe de R$ 5 a R$ 97 e abuso vira alvo de inquérito na Capital

Empresas investigadas possuem sede em SP e foram denunciadas por operadora de plano de saúde que atua na Capital

Caixa de máscaras descartáveis contendo 50 unidades que antes era comprada a R$ 5,57 teve o preço ‘reajustado’ para R$ 97,50 e o abuso entrou na mira do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). A denúncia foi feita por operadora de plano de saúde que atua na Capital e contém as notas fiscais dos materiais adquiridos durante a pandemia do novo coronavírus COVID-19.

Conforme a operadora, fornecedores estão aproveitando a situação de emergência para superfaturar os produtos. O menor preço de aquisição foi registrado em 28 de janeiro deste ano. Após o surto da doença, menos de dois meses depois, o valor do mesmo item comprado em 18 de março subiu quase 2.000%.

Mesmo com a cobrança bem acima da média, há dificuldade para aquisição do material. “Os fornecedores de produtos e serviços não podem se beneficiar deste momento de crise, a fim de obter lucro maior ou vantagem sobre o adquirente”, argumentou a empresa que fez a denúncia.

O pedido pela intervenção do MPMS foi feito para que seja retomado o preço de mercado. Segundo o plano de saúde, se não houver reposição nos insumos corre-se o risco de que não haja material para atendimento de novos pacientes.

A abertura dos inquéritos civis – que têm como alvo várias empresas que comercializam o produto – foi publicada no Diário Oficial do MPMS desta quinta-feira (26) e os procedimentos serão conduzidos pelo promotor de Justiça Fabrício Proença de Azambuja, da 25ª Promotoria de Justiça de Campo Grande.

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