Para encarar crise, Cândido Mariano pede aumento de demanda e repasse maior

Atualmente com déficit R$ 8 milhões, a principal maternidade de Campo Grande fez solicitação e quer, assim, reduzir os prejuízos em até R$ 300 mil por mês

A maternidade Cândido Mariano enviou recentemente às autoridades da saúde pública um pedido de aumento da demanda atual da instituição, havendo assim também um acréscimo no repasse realizado mensalmente para a realização dos trabalhos. A medida faz parte do plano de recuperação da maternidade, que enfrenta crise financeira.

De acordo com o diretor-executivo do local, Paulo César Chagas, a intenção é reduzir o déficit mensal da instituição em até aproximadamente R$ 300 mil. “Fizemos uma proposta de incremento de serviçois para o SUS (Sistema Único de Saúde) com incremento de recursos também”, explica Chagas ao Jornal Midiamax.

O serviços a mais que a maternidade deve realizar são cirurgias, internações e exame. Mais 200 internações devem ser realizadas todos os meses pelo SUS na Cândido Mariano caso o plano de incremento de serviços e recursos seja aprovado. Já no caso das cirurgias, o aumento deve ser de 80 procedimentos eletivos pediátricos.

A adição de tais serviços deve render R$ 700 mil por mês a mais para a maternidade. A proposta já foi apresentada para as secretarias de saúde de Campo Grande e do Estado, agora aguardando análise do Ministério da Saúde.

Déficit de R$ 8,3 milhões no ano

Com previsão de chegar a um déficit de R$ 8,3 milhões, a situação a maternidade foi atenuada com o repasse de R$ 2,5 milhões de emendas parlamentares, oficializada recentemente em evento na própria sede da Cândido Mariano.

Dentre os recursos recebidos, R$ 1,5 milhão foram destinados pelo senador Nelsinho Trad (PSD), R$ 500 mil pela senadora Soraya Thronicke (PSL), R$ 400 mil pelo deputado federal Luiz Ovando (PSL). Outros R$ 195 mil foram destinados diretamente pelo Ministério da Saúde, em recurso dividido entre vários hospitais do Brasil.

Também foi liberado recentemente R$ 500 mil de emenda do ex-senador Waldemir Moka (MDB). Esses recurso devem dar um fôlego para a instituição, mas não vão resolver o problema, criando problemas como atrasos salariais.

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