Com dívida de R$ 2 milhões para pagar, leilão de imóvel da Seleta arrecada só R$ 270 mil

Terrenos da sede da empresa não receberam nenhum lance

Com débitos de R$ 2 milhões em fase de execução junto ao TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 24ª Região, a SSCH (Seleta Sociedade Caritativa e Humanitária) arrecadou apenas R$ 270 mil no leilão de imóveis encerrado nesta quinta-feira (28) pelo Centro de Execução e Pesquisa Patrimonial da Justiça do Trabalho.

Dos seis lotes ofertados, somente uma chácara de quatro hectares situada na Fazenda Santa Luzia foi arrematada, pelo lance mínimo de R$ 270 mil. Os outros cinco lotes medindo 600m² e 800m, onde está a própria sede da empresa na Vila Esplanada, em Campo Grande, não receberam nenhum lance nas duas sessões realizadas.

O dinheiro arrecadado com a venda dos imóveis seria destinado ao pagamento de balhadores. Os bens estavam inseridos em plano de pagamento apresentado pela empresa para quitação dos débitos, parte em dinheiro parte com os recursos advindos do leilão. O montante de R$ 2 milhões é relativo somente às ações já em fase de execução, e não inclui processos que ainda mitam nas varas e nos quais não foi proferida sentença.

Com dívida de R$ 2 milhões para pagar, leilão de imóvel da Seleta arrecada só R$ 270 mil
Lotes da sede da empresa não receberam nenhum lance. (Reprodução)

Asos

Com extenso número de contos firmados com o poder público, histórico de asos nos salários há anos e alvo de diversos processos judiciais, a Seleta recebeu sentença condenatória após ação balhista de n.º 0025003-67.2017.5.24.0001 ingressada em junho de 2017. Naquele ano, terceirizados foram dispensados pela empresa sem pagamento de verbas rescisórias e com aso de salários.

O montante devido aos 2,5 mil ex-funcionários chegou a R$ 25 milhões. Com balhadores sem receber 13º, foi feito termo de fomento para pagamento parcelado. Somente a 40 adolescentes que prestavam serviços na Secretaria de Educação, o montante foi dividido em 12 parcelas de R$ 63 mil.

Já no ano passado, decisão do juiz David de Oliveira Gomes Filho, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneo, condenou a entidade e seu ex-presidente ao pagamento de mais de R$ 48 milhões em devoluções e multas por causa da irregularidade em contação de funcionário em prestação de serviços terceirizados à Prefeitura de Campo Grande entre 2014 e 2016.

Com dívida de R$ 2 milhões para pagar, leilão de imóvel da Seleta arrecada só R$ 270 mil
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