TSE promove até sexta ataques públicos para testar seguranças de urnas eletrônicas

Universitários e especialistas tentam invadir sistema e revelar sigilo do voto; intenção da Justiça Eleitoral é corrigir falhas no sistema.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) realiza, até a sexta-feira (29), rodada de ataques para testar a segurança das urnas eletrônicas que serão usadas nas eleições 2020. Chamado de TPS (Teste Público de Segurança), o evento consiste nas tentativas de professores, profissionais de tecnologia e da segurança previamente inscritos aplicando planos de invasão na tentativa de burlar o sistema eleitoral.

As tentativas são feitas no prédio do TSE em Brasília (DF) e abertas ao acompanhamento público, sem cadastramento. Ao todo, coordenam as ofensivas ao sistema dois investigadores individuais e cinco grupos.

Um deles é coordenado pelo professor Luis Fernando de Almeida, da Universidade de Taubaté (SP), cuja estratégia consiste em analisar a possibilidade de rotinas inteligentes serem capazes de criar um modelo hábil para mapear a geração dos números aleatórios e, consequentemente, comprometer o sigilo do voto. “A inserção dos alunos de graduação e pós-graduação nesse ambiente é, para eles, algo novo, que não conseguimos reproduzir na academia. Eu acho que é um aprendizado muito grande para os estudantes”, disse o professor à reportagem do TSE.

A realização dos testes nas urnas é feita conforme exigência do calendário eleitoral. Normalmente, ela ocorre no ano anterior à eleição e inclui a participação de especialistas que possam apontar fragilidades no sistema, para que sejam resolvidas antes da votação.

Em 2017, equipe da Unicamp participante do teste conseguiu alterar mensagens de texto exibidas na urna fazendo propaganda de determinado candidato. O professor que coordenou os trabalhos chegou a falar sobre o assunto no Senado. O TSE, no entanto, não confirma o sucesso da invasão ao equipamento.

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