STF dá 10 dias para deputados e Reinaldo falarem sobre redução no salário de professores

Fetems entrou com uma ADIN contra lei apresentada pelo governo e aprovada pelos deputados

O STF (Supremo Tribunal Federal) deu prazo de 10 dias para o Governo de Mato Grosso do Sul e a Assembleia Legislativa se manifestarem sobre a ação, movida pela Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação Pública de MS), contra a lei que diminuiu o salário dos professores contratados.

De praxe, a medida antecede o julgamento, por parte do Supremo, da ADIN (Ação Direta de Inconstitucionalidade) apresentada pela Federação. As duas instituições são citadas porque o projeto partiu do Estado e a aprovação dele ocorreu no Legislativo estadual.

A ação é contra a Lei Complementar nº 266/2019, aprovada em julho, e questiona o artigo 17-B, que trata da remuneração a ser paga para o professor convocado, aquele que não passa por concurso público. Os professores pediam urgência no julgamento, mas o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, concluiu que o caso ‘não se enquadra na previsão do artigo 13’, que trata de situações que são de competência do presidente o julgamento de questões urgentes nos períodos de recesso ou férias.

Na Assembleia Legislativa, a proposta recebeu 14 votos favoráveis e 7 contrários. A medida também alonga o reajuste dos professores concursados de 2022 para 2025. A lei foi sancionada no dia seguinte à aprovação e os convocados passarão a receber 32,5% a menos que quem passou por concorrência pública.

Mais notícias