Empresas de MS e SP concorrem em licitação de R$ 4,4 milhões do Aquário do Pantanal

Agesul abriu terceira licitação, depois de três anos de construção paralisada, na manhã desta segunda-feira

A Agesul (Agência de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Su) abriu a terceira licitação do Aquário do Pantanal, nesta segunda-feira (28). Desta vez, o valor global é de R$ 4.434.413,03 e vai contratar empresa que concluirá o revestimento de alumínio composto, forro e monocapa do prédio, localizado no Parque das Nações Indígenas.

Três empresas tinham se interessado na concorrência, contudo, uma não entregou a documentação, portanto foi desclassificada. As duas concorrentes são Aluminiun, de Campo Grande, e Alubonde, de São Paulo. A empresa Ricardo Ricarte Oliveira não apresentou informações. Essa é a mesma empresa que na licitação para instalação de placas de vidro deixou de pagar R$ 5,33 e por isso foi desclassificada.

Depois de verificar as informações trazidas pelas concorrentes, a Comissão de Licitação fechou a concorrência e anunciou uma reunião reservada, que deve ocorrer ainda hoje, para análise da capacidade técnica. Eles explicaram que os dados são complexos, por isso, há necessidade de uma apuração mais minuciosa.

Se forem classificadas, será aberta a fase de propostas – o menor preço ofertado será escolhido. Se uma das empresas for desclassificada, será aberto prazo para recurso. Outras duas licitações já foram abertas em setembro e um contrato fruto de uma delas foi fechado. A Gomes & Azevedo fará a substituição dos vidros do Aquário do Pantanal e a Agesul afirmou que o início da intervenção ocorreria no fim deste mês.

Concorrentes

O diretor comercial da Aluminiun, Sérgio Corrêa, comentou que a licitação é uma “grande oportunidade”. “É uma obra diferenciada, é o cartão postal de Mato Grosso do Sul, participar deste projeto só aumenta nosso portfólio”.

Já a diretora da Alubonde, Fernanda Castanheira, afirmou que a empresa trabalhou com a Proteco Construções, que tocou a obra antes de o empreendimento parar na Justiça e ser paralisada. Ela comentou que viram nesta licitação a oportunidade de continuar no empreendimento, “porque é um projeto grandioso”.

Histórico

Até agora, esta é a terceira licitação aberta depois de quase três anos de obra totalmente paralisada por inúmeras questões. Iniciada em 2011, a construção com a promessa de ser o maior aquário de água doce do mundo foi orçada em R$ 80 milhões, mas hoje os gastos superam R$ 200 milhões, em cálculos não oficiais.

Desde 2015, quando Reinaldo Azambuja (PSDB) assumiu o governo, o Aquário, ainda inacabado, foi retomado algumas vezes, por pouco tempo até parar de vez em 2016. Decisões judiciais barraram empresa investigada e o acordo que o Estado tentava para não precisar abrir nova licitação.

A última questão envolvendo a Justiça foi sobre o uso de R$ 34 milhões de verba ambiental para conclusão do prédio. O MPE-MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) entendeu que o dinheiro não deveria ser usado porque o Aquário do Pantanal se trata de local turístico. A Justiça acatou o posicionamento do Executivo estadual de que, além do cunho de lazer, o empreendimento abrigará pesquisas científicas também.

Além da concorrência de hoje e a que já resultou em contrato, existe outra em que a Gomes & Azevedo concorre com a Montagna Estruturas Metálicas, no valor de R$ 1,8 milhão.

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