Empresa quer R$ 146 mil por atropelar capivara no aeroporto de Campo Grande

Avião atropelou o animal durante aula de instrução de voo noturno. Juiz federal negou liminar para Infraero pagar conserto da aeronave

A empresa Fly Company Escola de Aviacao Ltda batalha na justiça federal para conseguir pelo menos os R$ 176 mil necessários para fazer os reparos em uma de suas aeronaves que ficou danificada após atropelar uma capivara, durante instrução de voo noturno no Aeroporto Internacional de Campo Grande, em abril de 2018.

Conforme o processo, que corre na 1ª Vara Federal de Campo Grande, a empresa quer que a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuário) custeie as despesas de manutenção da aeronave Cessna 150 PR-WDB, de sua propriedade, e indenização por danos materiais, lucros cessantes e danos morais.

A Fly Company alega que, por causa das avarias, a aeronave não está sendo utilizada e, para tanto, solicitou uma liminar pleiteando os R$ 176 mil e colocar o avião em atividade, além de requerer o valor gasto com a “hangaragem” da aeronave.

No entanto, o juiz federal Renato Toniasso negou a determinação para que a Infraero pague imediatamente o conserto da aeronave.

“É que a responsabilidade pelo evento danoso e o nexo causal entre a ação/omissão da ré e as avarias ocasionadas na aeronave da autora não estão suficientemente demonstrados na inicial e seus documentos. Assim, a existência desses elementos dependerá de prova robusta a ser produzida em momento oportuno, sob o crivo do contraditório”, argumentou Toniasso.

O acidente

Na noite do dia 10 de abril de 2018, uma capivara foi atropelada por uma aeronave de instrução na pista principal do Aeroporto Internacional de Campo Grande. No momento do acidente, uma aluna e seu instrutor faziam aulas práticas e perderam o controle da aeronave, mas não se feriram.

À época do acidente, o advogado da escola de aviação Fly Company, Humberto Figueiró, alertou que o acidente poderia resultar em vítimas fatais. “Não estamos falando de uma pista no interior do estado, é um aeroporto internacional com muitos passageiros. Se fosse um voo comercial, poderia causar uma tragédia”.

Figueiró ainda afirma que a capivara não deveria ter sido retirada do local antes da realização da investigação e que o ocorrido deveria ter sido evitado. “Este foi um acidente completamente previsível, por ser uma cidade onde há grande população de capivaras”.

Segundo pelo Jornal Midiamax, a Infraero e a Base Aérea de Campo Grande seriam os responsáveis pelo monitoramento e pela fiscalização do grupo de animais próximos ao Aeroporto.

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