Empresa vence por R$ 1,3 milhão contrato para coleta de lixo em Ladário

Unipav Engenharia está listada em ação que investiga fraude em contrato de tapa-buraco em Campo Grande

Licitação do lixo em Ladário, 435 quilômetros de Campo Grande, teve como vencedora a Unipav Engenharia por R$ 1.354.530,29. O resultado foi divulgado pela prefeitura da cidade no Diário da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) desta terça-feira (20).

A abertura das propostas ocorreu na segunda-feira (19). No objeto da contratação, estão serviços de limpeza pública, coleta de resíduos domiciliares urbanos e rurais, varrição e limpeza de feiras livres, operação de aterro e construção de obras.

Conforme o site, a empresa é de Corumbá, 429 quilômetros da Capital, e atuaa na área de coleta e transporte de lixo industrial, domiciliar e de saúde. A Unipav manteve outros contratos com a prefeitura de Ladário, de acordo com o Portal da Transparência do município.

Tapa-buraco em Campo Grande

A empresa está relacionada em ação do tapa-buraco, em Campo Grande, que aponta outros 28 pessoas e construtoras. A suspeita é de esquema para desvio de verba pública por meio do serviço de tapa-buracos realizados entre os anos de 2010 a 2012. De acordo com os autos, foram cerca de 30 contratos que vigoraram até janeiro de 2015.

Em agosto passado, a Justiça resolveu aceitar a denúncia e os apontados viraram réus no processo, que continua em andamento no Poder Judiciário. A ação cobra ao menos R$ 369 milhões em prejuízos.

‘Mensalinho’

Em Ladário, o ex-prefeito Carlos Anibal Ruso Pedroso, secretário Helder Paes Botelho e vereadores são acusados de suposta prática de associação criminosa, corrupção ativa e passiva por conta de conluio para um suposto ‘mensalinho’. O esquema que seria orquestrado pelo prefeito Carlos Ruso pagaria R$ 3 mil mensais aos sete vereadores de Ladário. Operação que revelou a situação aconteceu em novembro de 2019.

Na ocasião, foram presos sete integrantes da Câmara, o então prefeito e o secretário de Educação Helder Paes Botelho. Ruso e os vereadores Osvalmir Nunes (PSDB) e André Caffaro foram soltos em junho, também por decisão da 1ª Câmara Criminal.

Com a prisão dos sete vereadores, somente quatro dos eleitos seguiram na Câmara e os suplentes assumiram. Carlos Ruso recebeu nove votos pela perda do mandato. Apesar de responder em liberdade o processo, ele continua sem os direitos políticos. Também foram cassados pela Câmara os vereadores Agnaldo, Augusto, Lilia, Paulo e Osvalmir.

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