Agesul lança licitações para retomar obras do Aquário do Pantanal

Aberturas das licitações estão marcadas para o dia 30 de setembro

Sem obras desde 2016, a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) publicou aviso de lançamento de duas licitações, para dar continuidade nas obras do Aquário do Pantanal, em Campo Grande. O aviso está no DOE (Diário Oficial do Estado) desta sexta-feira (23). 

De acordo com o lançamento, uma das obras é para concluir a cobertura metálica com telha calandrada e zipada do trecho 4, do Aquário. A outra licitação aberta, é para a substituição dos vidros da cobertura do prédio do Centro de Pesquisa e Reabilitação da Ictiofauna Pantaneira, mais conhecido como Aquário do Pantanal.

Empresas interessadas em participar da licitações, deve comparecer no dia 30 de setembro, às 8h na avenida Desembargador José Nunes da Cunha, Parque dos Poderes. O edital também está disponível no site da Agesul

No dia 8 deste mês, a Seinfra (Secretaria de Infraestrutura), fez reunião técnica sobre o empreendimento e apresentou o andamento do levantamento de pré-execução das frentes de trabalho.

No começo do ano, o anúncio era de que a licitação seria aberta em fevereiro, o que não ocorreu. Em abril, o governo afirmou que divulgaria o cronograma de obras em maio, mas até então nenhuma concorrência para contratação de empresa foi aberta.

Inacabado

Desde 2015, quando Reinaldo Azambuja (PSDB) assumiu o governo, o Aquário, ainda inacabado, foi retomado algumas vezes, por pouco tempo até parar de vez em 2016. Decisões judiciais barraram empresa investigada e também o acordo que o Estado tentava para não precisar abrir nova licitação.

A última questão envolvendo a Justiça foi sobre o uso de R$ 34 milhões de verba ambiental para conclusão do prédio. O MPE-MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) entendeu que o dinheiro não deveria ser usado porque o Aquário do Pantanal se trata de local turístico. A Justiça acatou o posicionamento do Executivo estadual de que, além do cunho de lazer, o empreendimento abrigará pesquisas científicas também.

Iniciada em 2011, a construção foi orçada em R$ 80 milhões, mas hoje os gastos superam R$ 200 milhões, em cálculos não oficiais.

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