Operação do Gaeco na fronteira investiga políticos que usam ‘laranjas’

MPE-MS não divulgou os alvos dos agentes

A Operação ‘Parada Final’ deflagrada na manhã desta quarta-feira (5) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) no município de Bela Vista, na fronteira do Brasil com o Paraguai, investiga suposto uso de laranjas por políticos da cidade.

Segundo a assessoria do MPE-MS (Ministério Público Estadual), os agentes do Gaeco cumpriram cinco mandados de busca e apreensão, que ajudarão na investigação de crimes contra licitação pública e atos de improbidade administrativa, em tese, praticados por políticos do município, distante 344 km da Capital.

De acordo com o Ministério Público, empresas de transporte escolar que atuam na fronteira com o Paraguai pertenceria, de fato, a um político de Bela Vista, mas estaria registrada em nome de um ‘laranja’, já que detentores de mando eletivo não podem celebrar contratos com o Poder Público.

A Promotoria de Justiça de defesa do patrimônio público da cidade de Bela Vista também participa da operação. Os promotores já conseguiram provar, até o momento, que o transporte escolar feito pela empresa de fachada é de péssima qualidade, em algumas ocasiões os alunos são transportados em veículos considerados impróprios para o serviço.

De acordo com a imprensa local, uma dos endereços visitados pelos agentes do Gaeco é a casa do vereador Antonio Flavio Barbosa Cabral, o Pato (PHS), que perdeu as eleições no último domingo (2), quando disputou como vice-prefeito na chapa encabeçada por Guto Zacarias (PMDB).  O parlamentar não foi encontrado para comentar o caso. 

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