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Justiça Estadual condena mais oito na Operação Uragano; penas ultrapassam 127 anos

R$ 5,5 milhões em multa

A Justiça Estadual condenou outras oito pessoas denunciadas no âmbito da Operação Uragano, deflagrada pela Polícia Federal, em 2010, que mirava agentes públicos e empresários de Dourados, distante 225 km de Campo Grande. Essa é a terceira condenação do caso, desmembrado em oito processo, devido à alta complexidade. As penas ultrapassam 127 anos de prisão, além de R$ 5,5 milhões em multa.

A Uragano mirava suposta organização criminosa composta por agentes públicos, entre eles, o ex-prefeito, já falecido, Ary Artuzi, vereadores, secretários municipais, servidores e empresários. Ao todo, 60 pessoas foram denunciadas. As acusações vão de corrupção ativa, passiva, fraude à licitação, além de pagamento de propina a funcionários públicos.

Em relação à denúncia de corrupção no Hospital Evangélico de Dourados, foram condenados por corrupção ativa e organização criminosa, os diretores Eliézer Soares Branquinho e Marco Aurélio de Camargo Areias. A pena é de 19 anos e nove meses, em regime inicial fechado, além de 355 dias-multa, equivalente a R$ 181 mil cada. Paulo Roberto Nogueira foi absolvido.

O empreiteiro Geraldo Alves de Assis, da Planacon Construtora, recebeu sentença de 22 anos e nove meses e 10 dias de prisão, além de R$ 1,7 milhão em multa. Ele foi acusado de pagar propina para dar sequência aos serviços de tapa-buraco na cidade.

Os empresários Gilberto Andrade, da Central Armas, e Mário José Pereira, da Tecno Byte, foram condenados a seis anos de prisão em regime fechado, além do pagamento de R$ 30, 6 mil em multa.

Dono da MS Construtora, José Antônio Soares, foi condenado a 17 anos e seis meses e 20 dias de prisão. Ele foi acusado de pagar 10% de propina a servidores municipais e autoridades. O empresário ainda terá de pagar R$ 1,1 milhão em multa.

Já os donos da Medianeira, empresa de transporte coletivo, Paulo Roberto Saccol e Marcelo Minbacasa Saccol, foram condenados a 19 anos e nove meses de prisão, além de multa de R$ 1,4 milhão e R$ 725 mil, respectivamente. Eles foram acusados de pagar propina para manter os serviços na cidade.

A decisão é do juiz Marcus Vinícius de Oliveira Elias, da 2ª Vara Criminal de Dourados e atende pedido dos promotores de Justiça Amilcar Araujo Carneiro Junior, Cláudia Loureiro Ocariz Almirão, Cristiane Amaral Cavalcante, Izonildo Gonçalves de Assunção Júnior, Luiz Gustavo Camacho Terçariol, Paulo César Zeni e Ricardo Rotunno.

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