Política

Vereador quer incluir serviço de salão de beleza como essencial durante pandemia de coronavírus

Segundo o projeto de lei, a atividade se enquadra em 'higiene' e é responsável pela sobrevivência de várias famílias

Mayara Bueno Publicado em 05/04/2021, às 10h49

Vereador Coringa, do PSD
Vereador Coringa, do PSD - (Foto: Arquivo Midiamax)

Projeto de lei em Campo Grande quer fazer com que atividades desempenhadas por cabeleireiro, barbeiro, esteticista, manicure, depilador e maquiador sejam consideradas essenciais, em meio à pandemia de coronavírus. Nesta segunda-feira (5) Mato Grosso do Sul tem lotação de leitos hospitalares em 103%.

A medida foi apresentada na Câmara Municipal pelo vereador Ademar Vieira Junior, conhecido como Coringa (PSD). “A essencialidade dessas atividades deverá ser considerada para fins de aplicação de quaisquer normas regulatória, sanitária e/ou administrativa, em especial as que versem sobre a abertura física dos estabelecimentos onde as atividades são prestadas”.

Para o vereador, a crise sanitária provocada pelo coronavírus ‘tem sido usada como justificativa’ para adoção de medidas de ‘fechamento compulsório de várias atividades, ditas não essenciais’.

Segundo o texto anexado ao projeto, o vereador cita que é de ‘senso comum’ que os salões ‘claramente’ se enquadram no conceito de higiene. “Necessários para que o indivíduo tenha sensação de bem-estar, saúde e conforto íntimo e mental”.

Ainda cita que, ‘para além das questões estéticas’, no caso do público masculino, os serviços de salões tornam-se mais necessários, já que os infectologistas orientam que o tamanho da barba interfere diretamente na eficácia das máscaras de proteção.

"Diante dessa premissa e particularidade, é certo que o setor sob comento sempre teve normas, regras e protocolos para atendimento, com o objetivo primeiro de preservar a integridade e higidez tanto do profissional, como do cliente, tanto que superou algumas crises de saúde, como no período que surgiu o HIV, Gripe Suína, H1N1 e Hepatite".

Outro ponto apresentado pelo parlamentar é que a atividade é fundamental para sobrevivência de famílias, 'pois vivem do sustento do trabalho e atividades aqui defendidas como essenciais'.

Jornal Midiamax