Simone acredita em MDB unido contra senador de MG na disputa pela presidência do Senado

Parlamentar de Mato Grosso do Sul disputa indicação do partido, que deve bater o martelo na próxima semana

A senadora Simone Tebet (-MS), pré-candidata à presidência do Senado Federal, avalia que seu partido deve ir mais unido à disputa pela Mesa Diretora do que há dois anos. Ao Jornal Midiamax, ela disse que vê mais aceitação ao seu nome na disputa deste ano.

“O vai unido para a disputa, seja eu ou outro candidato, terá todos os votos. Sendo eu, hoje vejo mais chance”, frisou. Ainda conforme a senadora, o já avaliou que o Senado mudou nos últimos anos e pode escolher alguém mais independente para liderar a Casa.

Também ficou desenhado o cenário de que o candidato do partido deve ser aquele que obtiver mais apoio de outras legendas. O bloco “Muda Senado”, simpático à Simone, está prestes a ser dissolvido após enfrentar problemas internos.

Simone acredita em MDB unido contra senador de MG na disputa pela presidência do Senado
Senador Rodrigo Pacheco (-MG). | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Podemos e formaram um bloco. E na avaliação de Simone, o grupo tende apoiá-la tendo em vista seu principal adversário, o senador Rodrigo Pacheco (-MG).

Pacheco é aposta do atual presidente Davi Alcolumbre (-AP), que foi impedido de concorrer à reeleição por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). O presidente da República manifestou apreço por Pacheco, mas não deve ter envolvimento direto, de acordo com o jornal O Globo.

E Renan?

Concorrente de Simone na disputa interna de 2019, o senador Renan Calheiros (-AL) não deve disputar novamente a presidência da Casa. Desta vez, o emebedista também segue a linha da bancada: o candidato do partido precisa quem tenha amplo apoio

Segundo a Brasil, Renan quer emplacar nomes de e sua confiança, como Marcelo Castro (PI) e Márcio Bittar (AC). Ligado a outro candidato do , Eduardo Braga (AM), Renan avalia que o colega tem poucas chances de superar Pacheco.

Por outro lado, ele enxergou que Simone tem ganhado espaço. Questionada pela reportagem, a senadora demonstrou surpresa.

“Nós não somos próximos. Ele ainda atribui a mim a derrota para o Alcolumbre. Mas o Senado tinha que ouvir a voz das ruas”, disse a parlamentar, lembrando o forte movimento contra Renan que levou à vitória de Alcolumbre.

Gestão independente

Se vitoriosa, Simone disse que sua gestão será independente. “Nunca fiz oposição ao governo. Estou alinhada com as pautas econômicas, mas na de costumes, eu sou contrária”, destacou.

A senadora lembrou do esforço pela aprovação da reforma da previdência há quase dois anos. Presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), ela reforçou que a agenda econômica continuará tendo apoio.

“Eu não tenho radicalismo. Sou favorável a privatizações. Não de bancos públicos, por exemplo, mas de empresas que tenham déficit”, finalizou.

Além de Simone e Braga, o ainda tem na disputa Fernando Bezerra Coelho (PE), líder do governo no Senado, e Eduardo Gomes (TO), líder de Bolsonaro no Congresso. Fora da legenda, além de Pacheco, demonstraram interesse ou são apontados como pré-candidatos os senadores Major Olímpio (PSL-SP), Jorge Kajuru (Cidadania-GO), Álvaro Dias (Podemos-PR),  Mara Gabrilli (-SP), Alessandro Vieira (Cidadania-SE), Lasier Martins (Podemos-RS) e Otto Alencar (PSD-BA).

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