Política

Palestra com ministro da Justiça sobre plano de forças-tarefas em Campo Grande é adiada

Mudanças na agenda do ministro da Justiça André Mendonça causaram suspensão da palestra, que deve ser remarcada para abril.

Jones Mário Publicado em 12/03/2021, às 14h55 - Atualizado às 16h47

Ministro da Justiça André Mendonça (Foto: Isaac Amorim/MJSP)
Ministro da Justiça André Mendonça (Foto: Isaac Amorim/MJSP) - Ministro da Justiça André Mendonça (Foto: Isaac Amorim/MJSP)

A palestra com o ministro da Justiça e Segurança Pública André Mendonça no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande, foi adiada. Segundo a corte, a suspensão do evento se deve a mudanças na agenda do convidado.

A palestra com o ministro estava marcada para o próximo dia 19. O encontro discutiria as forças-tarefas de combate ao crime organizado pelo Susp (Sistema Único de Segurança Pública). O TJMS prevê remarcar o evento para abril.

André Mendonça está no comando do Ministério da Justiça desde abril de 2020. Ele assumiu a vaga deixada pelo ex-juiz Sergio Moro, que abandonou o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) após desavenças com o presidente sobre supostas tentativas de interferência na Polícia Federal. O caso é investigado em inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal).

O Plano de Forças-Tarefas Susp de Combate ao Crime Organizado foi lançado em janeiro deste ano pelo Ministério da Justiça. As ações terão como foco prevenção, repressão, monitoramento e investigação de grandes organizações criminosas a partir da atuação conjunta entre as polícias da União e dos estados.

Além disso, as forças-tarefas pretendem isolar lideranças do crime organizado que hoje estão presas, bem como descapitalizar facções por meio de bloqueio e venda antecipada de bens.

Os seis estados que apresentaram os maiores aumentos em números absolutos de homicídios no primeiro semestre de 2020, quando comparados com o mesmo período de 2019, poderão aderir ao Plano de Força-Tarefas primeiro. São eles: Ceará, Paraná, Pernambuco, Bahia, Maranhão e Rio Grande do Norte.

De junho deste ano em diante, a adesão será facultada aos estados que sediam penitenciárias federais, caso de Mato Grosso do Sul. Os demais estados poderão aderir ao plano a partir de janeiro de 2022.

Jornal Midiamax