Política

Mesmo após divergências no MDB, Simone mantém apoio da bancada do Podemos

Líder do Podemos, Alvaro Dias ainda criticou 'balcão de negócios' do adversário da senadora Simone Tebet, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Jones Mário Publicado em 28/01/2021, às 16h34

Simone Tebet e Alvaro Dias (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
Simone Tebet e Alvaro Dias (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado) - Simone Tebet e Alvaro Dias (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

A bancada do Podemos decidiu manter apoio à candidatura de Simone Tebet (MDB-MS) – agora independente – para a presidência do Senado. Os parlamentares da legenda se reuniram hoje (28).

Líder da bancada, Alvaro Dias (PR) afirmou que “palavra empenhada para nós tem valor”. Mas o senador admitiu votos divergentes da orientação, como quando oficializou apoio à Simone em um primeiro momento, ocasião em que a emedebista ainda tinha o endosso do MDB.

Ainda segundo publicou Alvaro Dias, o partido vai respeitar uma eventual candidatura avulsa, cogitada por Lasier Martins (RS). Em crítica às articulações por cargos na Mesa Diretora ou outras vantagens – manobra que enterrou o apoio do MDB a Simone -, o senador ainda declarou que o Podemos “não aceita balcão de negócios”.

Simone Tebet (MDB-MS) anunciou hoje (28), em coletiva transmitida pelas redes sociais, que agora é candidata independente à presidência do Senado. A sul-mato-grossense perdeu o apoio do próprio partido, que decidiu se aliar ao adversário, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Segundo noticiado por parte da imprensa nacional, o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), admitiu que não há unidade na bancada do partido em torno do nome de Simone. A legenda tem 15 parlamentares, maior representação na Casa.

Além disso, articuladores da campanha de Pacheco – o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), é o principal deles – ofereceram ao MDB a primeira vice-presidência, em troca de apoio ao democrata. O partido ainda manteria a segunda secretaria, atualmente ocupada pelo líder do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) no Congresso, Eduardo Gomes (TO).

Simone disse, durante a coletiva, que a independência do Senado está comprometida, “porque temos um candidato do governo federal”. Ela defendeu a volta do auxílio emergencial e das reformas, principalmente a tributária.

Simone mira apoio de dissidentes e independentes

Após pouco mais de duas semanas de campanha, Simone conseguiu os apoios integrais de Cidadania e PSB. O Podemos, como adiantado, anunciou adesão, mas liberou dissidentes. No PSDB, a sul-mato-grossense tem três dos sete votos.

Se por um lado Simone Tebet perde força dentro do MDB, por outro ela pode ganhar o reforço da ala mais independente do Senado. Ainda existe a possibilidade de Major Olimpio (PSL) recuar de sua candidatura.

Já Rodrigo Pacheco articulou os apoios formais de DEM, PDT, PL, Pros, PT, PP, PSD, PSC e Republicanos. Agora, também do MDB. Bolsonaro endossa seu nome.

A eleição para a presidência do Senado será no dia 1º de fevereiro, em sessão presencial. A votação é secreta.

Jornal Midiamax