Política

Ex-deputado federal Carlos Marun comunica saída do Conselho de Itaipu

Emedebista acompanha o general Joaquim Silva e Luna, que deve deixar a binacional para assumir a presidência da Petrobras

Jones Mário Publicado em 07/04/2021, às 18h28

Carlos Marun, ex-deputado federal e ex-ministro do governo Temer
Carlos Marun, ex-deputado federal e ex-ministro do governo Temer - Arquivo/Midiamax

O ex-deputado federal por Mato Grosso do Sul Carlos Marun (MDB) comunicou que vai deixar o Conselho de Administração da Itaipu Binacional. Ele compõe o colegiado desde janeiro de 2019.

Marun acompanha a saída do general Joaquim Silva e Luna da direção-geral de Itaipu. O militar é o nome escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para substituir Roberto Castello Branco na presidência da Petrobras.

“Neste momento em que se despede da direção-geral brasileira de Itaipu o general Silvio e Luna, informo que já está sendo tratada com o governo há cerca de dez dias a minha saída do Conselho da empresa binacional, que deve ser oficializada a qualquer momento”, escreveu Carlos Marun a um grupo de WhatsApp.

Segundo ele, a mensagem não se trata de nota oficial e acabou vazando. Porém, o ex-deputado confirmou seu conteúdo.

“Informo ainda que assim que isto acontecer [a oficialização de sua saída] enviarei ao presidente Bolsonaro agradecimento pela oportunidade de ter servido nesta condição aos povos brasileiro e paraguaio”, continuou Marun na mensagem vazada.

O ex-deputado federal foi ministro da Secretaria de Governo de Michel Temer, que o nomeou para o Conselho de Administração de Itaipu no último dia de mandato, em 2018. Marun chegou a ter a nomeação suspensa pelo TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), em março de 2019. A decisão foi derrubada pouco depois.

O general Silvio e Luna também compôs o governo Temer. Por sua vez, como ministro da Defesa.

Marun teve mandato renovado no Conselho até maio de 2024, em ato assinado por Jair Bolsonaro há quase um ano. Na época, o gesto foi interpretado como um aceno do presidente ao chamado Centrão, bloco de partidos na Câmara dos Deputados famoso por negociar cargos e verbas federais em troca de apoio político.

Jornal Midiamax