Política

Em dia de recorde de mortes em MS, deputados federais culpam Bolsonaro e pedem rapidez na vacinação

Parte da bancada de Mato Grosso do Sul na Câmara criticou condução do enfrentamento à pandemia pelo governo federal

Jones Mário Publicado em 08/04/2021, às 16h37

Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF)
Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF) - Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

No dia em que Mato Grosso do Sul atingiu 86 mortes pela covid-19 nas últimas 24 horas, recorde na pandemia, parte da bancada federal do Estado na Câmara dos Deputados pediu mais celeridade nas ações de vacinação. Além disso, culpou o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pela escalada da emergência sanitária.

Para a deputada Rose Modesto (PSDB-MS), “temos que trabalhar para acelerar a chegada das vacinas e, enquanto isso, temos que obedecer às regras sanitárias, protocolos como uso de máscara, higiene das mãos e trabalhar respeitando o distanciamento necessário”.

Dagoberto Nogueira (PDT-MS) seguiu linha parecida. “Não tem outro mecanismo se não for a vacinação”, disse, lembrando que Mato Grosso do Sul vem liderando o ranking estadual de imunizados em relação à população total.

“Mas, assim mesmo, o percentual é muito baixo e a culpa é do governo federal, que é quem tem que coordenar. Eles que deveriam ter comprado [vacinas] quando todo o resto do Mundo começou a comprar. O presidente [Jair Bolsonaro] minimizou essa situação e só agora viu a gravidade disso”, completou o pedetista.

Já o deputado Fábio Trad (PSD-MS) advogou pelas medidas recomendadas por cientistas e especialistas em Saúde. “Não vejo dilema excludente entre saúde e economia. Observo, isto sim, uma equação muito simples: sem ouvir a ciência, mais pessoas ficarão doentes e sem saúde não há economia que resista”, afirmou.

Trad também criticou a gestão - ou falta dela - do governo Bolsonaro frente à pandemia de covid-19. “Este número espelha o erro do Executivo Federal em 2020, quando negligenciou o vírus, a doença, a vacina e a máscara. A tragédia de 2021 começou com os erros de 2020. Agora, o cenário é esta tresloucada corrida contra o prejuízo feita de forma improvisada”, complementou.

A reportagem procurou também Beto Pereira (PSDB-MS), Bia Cavassa (PSDB-MS), Dr. Luiz Ovando (PSL-MS), Loester Trutis (PSL-MS) e Vander Loubet (PT-MS), pessoalmente ou via assessoria, mas não obteve resposta.

Com o recorde registrado hoje (8), Mato Grosso do Sul chegou ao total de 4.717 mortes causadas pela covid-19.

Jornal Midiamax