Política

Deputado fala sobre intervenção sofrida na UFGD e pede respeito à autonomia universitária

Reitor eleito em 2019 pelos alunos não assumiu o cargo por intervenção do Governo Federal

Renata Volpe Publicado em 06/04/2021, às 11h11

Deputado Barbosinha (DEM)
Deputado Barbosinha (DEM) - Luciana Nassar, Alems

A intervenção sofreu intervenção. A fala do deputado Barbosinha (DEM) é sobre a substituição do reitor da UFGD (Universidade da Grande Dourados) feita pelo Governo Federal em dois anos, pela segunda vez. 

Segundo o deputado, em março de 2019, a escolha dos alunos pelo reitor Etienne Biasotto não foi cumprida, pois o Governo Federal interviu e  Mirlene Ferreira Macedo Damázio foi nomeada para exercer a função.

Porém, a então interventora da instituição foi substituída pelo docente Lino Sanabria. “A UFGD, tão importante para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul e do Brasil, há dois anos sofreu intervenção. Agora, surpreendentemente, a intervenção sofreu intervenção. Algo inusitado e lamentável. O maior ataque à autonomia universitária e um total desrespeito ao processo eleitoral”, afirmou o democrata.

O parlamentar explicou que, por meio do voto, os estudantes, técnicos e professores e professoras legitimaram o professor Etienne para exercer a função de reitor. Ele ficou em primeiro lugar na lista tríplice que foi enviada ao Ministério da Educação, obedecendo à legislação.

“Faço uma rogativa à bancada federal e ao presidente da República que respeite a autonomia universitária e coloque na reitoria aquele que foi legitimamente eleito”, afirmou.

Os deputados Professor Rinaldo (PSDB) e Lidio Lopes (PATRI) lamentaram a situação da UFGD e também cobraram providências por parte da União.

Jornal Midiamax