Política

Composições de comissões da Assembleia de MS ficam para depois do Carnaval

A Alems (Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul) pode terminar o mês de fevereiro com as comissões ainda funcionando de forma temporária. Os blocos e bancadas ainda não concluíram suas indicações, o que trava a atividade plena dos colegiados. Na tentativa de se manter na CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação), […]

Adriel Mattos Publicado em 15/02/2021, às 07h29 - Atualizado às 11h34

Foto: Luciana Nassar, Arquivo, Alems
Foto: Luciana Nassar, Arquivo, Alems - Foto: Luciana Nassar, Arquivo, Alems

A Alems (Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul) pode terminar o mês de fevereiro com as comissões ainda funcionando de forma temporária. Os blocos e bancadas ainda não concluíram suas indicações, o que trava a atividade plena dos colegiados.

Na tentativa de se manter na CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação), Lídio Lopes (Patriota) ainda não decidiu se permanece no G9 de Marcio Fernandes (MDB) ou se migra para o G10 de Londres Machado (PSD). Apesar disso, nenhum dos dois grupo pretende indicar o parlamentar.

O G9 reconduziu Eduardo Rocha (MDB) e substituiu Lídio por Barbosinha (DEM), como prevê acordo do grupo. O bloco deve manter as indicações de 2020 para as outras comissões.

Composições de comissões da Assembleia de MS ficam para depois do Carnaval
Nenhum dos blocos tem intenção de reconduzir Lídio à principal comissão da Assembleia. (Foto: Wagner Guimarães, Alems)

Já o G10 ainda não anunciou suas indicações. Na CCJR, principal da Casa, estão atualmente Evander Vendramini e Gerson Claro, ambos do PP. 

Com esse imbróglio, o presidente da Alems, Paulo Corrêa (PSDB), determinou a reabertura das comissões permanentes com as composições do ano passado.

Sem definição de Lídio e o G10 ainda sem consenso, a formação deve ficar para depois do Carnaval. Devido ao ponto facultativo, só haverá sessão na quinta-feira (18). Se não houver nenhum anúncio durante a sessão, a tendência é que a definição saia na última semana deste mês.

Mudanças

Anteriormente denominado G8, o G9 quase reuniu dez deputados, mas Lucas de Lima (Solidariedade) desistiu e permaneceu no G10. Como noticiou o Jornal Midiamax, o parlamentar se viu obrigado a recuar, já que Herculano Borges, do mesmo partido, permaneceria no bloco de Londres e ambos não poderiam se separar devido à filiação.

Neno Razuk (PTB), que estava no G10, foi para o G9 e foi designado como vice-líder. João Henrique Catan (PL), que chegou a sair do G10, voltou para o bloco neste ano e também vai ocupar a vice-liderança.

Dessa forma, o G9 ficou com a seguinte composição: Barbosinha (DEM), Cabo Almi (PT), Eduardo Rocha (MDB), Marcio Fernandes, Neno Razuk, Pedro Kemp (PT), Renato Câmara (MDB) e Zé Teixeira (DEM).

Já o G10 é formado por Antônio Vaz (Republicanos), Capitão Contar (PSL), Coronel David (sem partido), Evander Vendramini (PP), Gerson Claro (PP), Herculano Borges (Solidariedade), Jamilson Name (sem partido), João Henrique Catan, Londres Machado e Lucas de Lima (Solidariedade).

Composições de comissões da Assembleia de MS ficam para depois do Carnaval
Apesar de discordância, Barbosinha deve ir para a CCJR. (Foto: Luciana Nassar, Alems

Há ainda a bancada do PSDB. O líder segue sendo Rinaldo Modesto e o vice será Marçal Filho. Além deles, a legenda conta com Felipe Orro e Mara Caseiro. Como presidente, Paulo Corrêa não participa das comissões.

A bancada manteve as indicações de 2020, apenas apontando a líder do governo, Mara Caseiro, para as vagas anteriormente ocupadas por Onevan de Matos (PSDB). 

Onevan morreu no ano passado por complicações da Covid-19 e Mara assumiu sua cadeira. O anúncio apenas oficializa a indicação de Mara, que já havia entrado nas comissões em que Onevan era membro.

Reabertura

Na primeira semana de trabalhos, o presidente da Assembleia cobrou os líderes de blocos e de partidos a agilizar a indicação de nomes para as comissões da Casa. Ele alertou que, se as lideranças não formalizarem as indicações em breve, iria reabrir os colegiados com a composição de 2020.

Como houve poucos avanços, Corrêa cumpriu a promessa uma semana depois e determinou que os colegiados funcionem provisoriamente com os membros indicados no ano passado. 

Para que qualquer projeto na Casa vire lei, o texto deve primeiro ser analisado pela CCJR. Em seguida, ele é enviado para a primeira discussão em plenário. Sendo aprovado, a matéria passa pelas comissões de mérito, ou seja, que cobrem o assunto.

Se o texto for, por exemplo, sobre economia, ele deve ser deliberado na Comissão de Finanças e Orçamento. Após isso, a proposta volta ao plenário e é votada em segunda discussão. Só após isso é que o texto é enviado para sanção ou veto do governador.

Essa indefinição acaba atrasando o trâmite, já que os projetos estão sendo analisados em cima da hora, ou seja, durante as sessões da Assembleia.

Jornal Midiamax