Candidatura de Simone pode ser resposta à interferência de Bolsonaro no Senado

Presidente foi aconselhado a não se manifestar, mas decidiu apoiar candidato de Alcolumbre

Se confirmada nesta terça-feira (12), a candidatura de Simone Tebet (MS) à presidência do será uma resposta à interferência do presidente da República, , no processo da Casa. Bolsonaro endossou Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que vai disputar a sucessão de Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Simone não teria o apoio de toda a bancada do , segundo o portal G1, mas sem isenção na eleição e com o caminhando com Pacheco, a legenda não vê outra escolha.

A sul-mato-grossense pode atrair os votos de e Podemos, além de outros partidos. Ela teria em torno de 30 votos, e necessita de 41 para vencer.

Líderes do partido recordam que Bolsonaro foi aconselhado a não se manifestar durante o processo eleitoral da Casa. Eduardo Braga (AM), líder do no Senado, poderia atrair o e ter mais chances.

Agora, com Simone candidata, o Palácio do Planalto corre o risco de ser derrotado e não ter alguém alinhado ao governo. A senadora, como adiantou ao Jornal Midiamax na semana passada, é independente, votando ora a favor, ora contra.

Temor

O optou por Pacheco acreditando que elegeria Simone se a apoiassem, conforme o portal UOL. Em reunião com a bancada petista, na semana passada, Braga não garantiu que seria o indicado.

A sul-mato-grossense não atrai a simpatia do . Ela é próxima do bloco “Muda Senado”, grupo de senadores que apoiam a Operação Lava Jato. Senadores petistas admitiram que a vitória de Simone amplia o poder do , que disputa também a presidência da Câmara dos Deputados.

Candidatura de Simone pode ser resposta à interferência de Bolsonaro no Senado
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