Voto para vereador de Campo Grande custou de R$ 0,64 até R$ 50,39, ambos de estreantes

Média é calculada a partir do total de receita indicado com a soma de votos recebido nas urnas

O custo do voto entre os vereadores eleitos para o mandato de 2021 a 2024 variou entre R$ 0,64 e R$ 50,39. O cálculo é feito a partir do total de recursos recebidos para campanha comparado com os votos recebidos por cada um. Dados sobre verba estão no sistema do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) e os postulantes, eleitos ou não, precisam prestar contas.

Segundo o levantamento, o mais barato, R$ 0,64, foi de um vereador eleito para primeiro mandato, José Jacinto de Luna Neto, ou Zé da Farmácia, nome depositado na urna. Em sua declaração de receita, constam R$ 3 mil. A campanha feita com este recurso resultou em 4.680 votos no domingo (15).

A análise aponta que a maioria dos menores custos se refere aos eleitos pela primeira vez, mas também é de um dos quadros estreantes o maior custo médio, R$ 50,39, de Victor Rocha, eleito pelo .  Importante destacar que os montantes são declarados pelos candidatos à . Os números podem mudar, porque são prestações parciais. O balanço levou em consideração o total de recursos recebidos para campanha eleitoral, e não as despesas declaradas.

Do mais barato para o mais caro

Campeão de votos, Tiago Vargas (PSD) recebeu R$ 10 mil, de acordo com dados da . Nas urnas, teve o apoio de 6.202 eleitores, cujos votos ‘custaram’ R$ 1,61. Do mesmo partido, Beto Avelar levou 3.750 votos nestas eleições, com total de R$ 20 mil para fazer campanha. Dividindo os dois denominadores, cada voto ‘saiu’ por R$ 5,33.

Começando o primeiro mandato no próximo ano, Clodoilson Pires recebeu 2.979 votos e R$ 20 mil para campanha eleitoral. A divisão gera R$ 6,71 por cada voto, também uma das campanhas mais baratas.

Eleito pela primeira vez, André Luis Soares da Fonseca, Professor André (Rede), nas urnas, teve R$ 16.945,35 para fazer campanha e recebeu 1.910 votos, o que daria R$ 8,87. Já Gilmar da Cruz (Republicanos) teve R$ 40,5 mil em recursos, convertidos em 4.195 votos que garantiu sua reeleição, o que dá R$ 9,66 por voto.

Da bancada do PSD, Valdir Gomes teve 3.920 votos e conseguiu se reeleger em campanha com R$ 45,8 mil, foram R$ 11,68 por voto. Colega de partido do parlamentar citado acima, Ademar Vieira Junior, conhecido como Junior Coringa, recebeu R$ 43,6 mil em verbas para campanha ‘convertidas’ em 3.716 votos, resultando em R$ 11,75 para cada eleitor que escolheu seu nome nas urnas.

Estreante no Legislativo municipal, Ronilço Cruz de Oliveira, conhecido como Ronilço Guerreiro (Podemos), teve R$ 24,5 mil para campanha eleitoral e 2.059 votos. O custo médio então foi de R$ 11,89.

Sílvio Eduardo Alves Pena, nas urnas, Silvio Pitu (DEM), aponta receita de R$49.445,00, conforme seu registro de candidatura no TRE. Com os 4.117 recebidos nas urnas, cada voto ‘custou’ R$ 12. Marcos Tabosa, do PDT, teve R$ 30 mil em recursos para conseguir vaga na . Cada um dos 2.199 votos ‘saiu’ por R$ 13,64.

Nova na eleição e na idade, Camila Jara (PT) fez campanha com receita de R$ 57,4 mil e conseguiu apoio de 3.470 eleitores, resultando na média de R$ 16,55 por voto. Riverton Francisco de Souza, conhecido como Professor Riverton (DEM), foi eleito pela primeira vez com 3.987 votos e R$ 88,3 mil em verba de campanha. A conta gera média de R$ 22,14 por voto.

Mais vereadores

Sandro Trindade Benites, Dr. Sandro Benites (Patriota), nas urnas, recebeu R$ 66,4 mil para a corrida eleitora, segundo declaração à . Foram 2.873 votos e a média por cada um foi R$ 23,11. Do PT, Ayrton Araújo recebeu R$ 54,8 mil e fez 2.167 votos, gerando custo médio de R$ 25,30.

Juari Lopes Pinto fará parte da bancada do PSDB a partir do próximo ano. O nome de urna é Professor Juari, eleito com 4.199 votos em uma campanha com R$ 106,5 mil de receita, o que dá R$ 25,37 cada voto.

João Rocha, do PSDB, foi reeleito com 4.157 votos e R$ 109,7 mil de receita, ou seja, R$ 26,40 por voto. Do Patriota, Eduardo Lopes Miranda, ou Edu Miranda, começa a atuar como vereador em 2021 depois de receber 2.986 votos. A campanha dele custou R$ 79,2 mil, o que dá a média de R$ 26,54 por voto.

Reeleito em 2020, Otávio Trad (PSD) 3.861 votos e a corrida eleitoral foi feita com R$ 104,5 mil em recursos, de acordo com a . A média é de R$ 27,06. Loester de Oliveira Nunes, nas urnas, Dr. Loester (), aponta receita de R$ 90 mil durante a campanha de 2020. Recebeu 2.861 votos, portanto, R$ 31,45.

Do mesmo partido, Jamal Mohamed Salem, conhecido como Dr. Jamal, aponta R$ 111,3 mil em verba na corrida eleitoral. Foram 3.369 votos que garantiram seu retorno ao Legislativo municipal. O cálculo resulta em R$ 33,05 por voto. Alírio Villasanti (PSL), eleito pela primeira vez neste ano, fez campanha indicando receita de R$ 66,5 mil e conseguiu apoio de 1.954 votos, o que resultado em R$ 34,03.

Segundo mais votado, Carlos Augusto Borges, conhecido como Carlão (PSB), fez 4.836 votos neste pleito eleitoral e sua campanha à reeleição teve receita de R$ 174 mil. Com isso, cada voto ‘saiu’ em média R$ 35,98. João César Mattogrosso, do PSDB, indicou receita de R$ 163,9 mil. Foram 4.209 votos e uma média de R$ 38,94 por cada um deles.

Reeleito pelo Republicanos, Roberto Santana dos Santos, conhecido como Betinho, conseguiu apoio nas urnas de 3.498 votos e R$ 25 mil para fazer sua campanha. A média é R$ 43,39. Por um centavo a mais, Dharleng Campos () foi eleita com 1.782 votos. Recebendo R$ 77,3 mil para corrida à reeleição, cada voto custaria R$ 43,40.

Estreante na , Victor Rocha Pires de Oliveira, Dr. Victor Rocha (), nas urnas, fez campanha com indicação de R$ 109 mil em receita e recebeu 2.163 votos. Média mais alta entre os eleitos, cada voto seria R$ 50,39.

Voto para vereador de Campo Grande custou de R$ 0,64 até R$ 50,39, ambos de estreantes
Mais notícias