TRE nega liminar para barrar convenção do PSL, mas pede gravação e lista de votantes

Vinícius Siqueira afirma que votação ocorreu de forma ilegal, já que ele teria direito a voto durante a reunião partidária

O (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) deu três dias para o PSL municipal mostrar a lista de votantes na convenção de domingo (13), que definiu o deputado federal e presidente do partido em Campo Grande, Loester Trutis, candidato a prefeito.

Contudo, a Justiça Eleitoral manteve a convenção, barrando o pedido liminar que o vereador Vinícius Siqueira apresentou. O parlamentar era o único pré-candidato do PSL e trabalhava seu nome neste sentido. Porém, dias antes da convenção, começaram rumores de que Siqueira seria substituído por Trutis.

“Assim, deverá o partido trazer aos autos a gravação oficial da convenção, informar quem foram os convencionados presentes e quais exerceram o direito ao voto, trazer a comprovação da convocação para a convenção, bem como informar quais são os membros com direito ao voto na seara municipal”, determinou a juíza Joseliza Alessandra Vanzela.

entrou na segunda-feira (14) com pedido de impugnação da convenção, em que Loester foi colocado como candidato. A alegação é que houve violação do Estatuto do PSL em relação a quem teria direito a voto. A votação interna foi necessária, pois ambos colocaram seus nomes à disposição para concorrer à .

Depois de votação fechada, os membros da Executiva anunciaram que, por unanimidade, Trutis tinha sido escolhido para estar na disputa pelo partido. Contudo, Siqueira, que por ser vereador representando o PSL, teria de votar, mas não foi chamado para tal.

O regimento interno da sigla aponta como votantes o presidente municipal, secretário, tesoureiro, vogal e vereador. Ainda segundo Vinícius, se ele tivesse votado no dia, ganharia por três a dois. Ainda na determinação, a juíza aceitou receber vídeo não oficial, gravado pelo parlamentar municipal, para contraprova.

Antes da eleição

Em sua decisão, a juíza afirmou que o “princípio da autonomia partidária de caráter” não tem caráter absoluto, portanto, regras internas devem ser cumpridas. “Pois à agremiação partidária não se arvora de permissão para descumprir regras eleitorais”.

A respeito da dissolução da Executiva municipal do PSL, por parte do diretório estadual, a juíza afirmou que a alegação não prospera, já que a direção nacional do partido chancelou a legitimidade da atual composição.

Para a juíza, “não há perigo de dano ao resultado útil”, uma vez que a ação está sendo conduzida para ser julgada antes da eleição. “De forma que, acaso venha a ser reconhecido o pedido da parte requerente, poderá ocorrer a necessidade de se registrarem novos candidatos”.

A reportagem mandou mensagem e ligou para o deputado Trutis, mas as mensagem não foram respondidas, tampouco a ligação atendida.

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