Política

Sem permissão para aglomeração, partidos ‘migram’ reuniões e buscam eleitores na internet

Para compensar a ausência do ‘corpo a corpo’ com eleitores, partidos políticos estão buscando plataformas e interação digital para chegar ao eleitor. Com a pandemia de coronavírus (Covid-19), restrições quanto às aglomerações, que seriam comuns com as reuniões políticas, por exemplo, foram impostas para evitar a propagação ainda maior do vírus. “Nós estamos fazendo lives, […]

Mayara Bueno Publicado em 12/05/2020, às 12h38 - Atualizado em 13/05/2020, às 07h29

Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul. (Divulgação)
Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul. (Divulgação) - Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul. (Divulgação)

Para compensar a ausência do ‘corpo a corpo’ com eleitores, partidos políticos estão buscando plataformas e interação digital para chegar ao eleitor. Com a pandemia de coronavírus (Covid-19), restrições quanto às aglomerações, que seriam comuns com as reuniões políticas, por exemplo, foram impostas para evitar a propagação ainda maior do vírus.

“Nós estamos fazendo lives, entrando em contato com eleitores no whatsapp. É uma eleição que vai ser dominada pela internet, whatsapp, facebook e a gente vai investir muito nisso, isso ficou bem claro. Mais para frente, pelo menos no segundo semestre, quem sabe, mas aglomeração acho muito difícil voltar a ter neste ano”, afirmou o presidente licenciado do PDT municipal, Yves Drosghic.

Explorar plataformas digitais também é vista como saída para o PSDB, que afirma priorizar, no momento, as orientações de distanciamento social, segundo o presidente municipal da legenda, o vereador João César Mattogrosso. “Por meio das redes sociais estamos em constante contato com a população e as reuniões estão sendo adaptadas para vídeo chamadas”.

Conforme houver flexibilização nas medidas de combate ao vírus, o partido vai se adaptar no que diz respeito às campanhas dos candidatos a vereador.

Presidente do PT em Campo Grande, Agamenon do Prado, diz que agora é momento de conversas internas com outras siglas e, o que antes seria feito por reuniões e idas aos bairros, já está sendo substituído por ‘encontros’ online. “Nossa postura é a favor de um rígido isolamento para vencer essa enfermidade terrível. Temos orientado os 42 pré-candidatos a vereador para ocuparem as redes sociais”.

Pré-candidato a prefeito pelo partido, o deputado Pedro Kemp tem feito de cinco a sete lives, segundo Agamenon, por semana. Ele citou uma plenária que terá no sábado (16), das 9 horas às 17 horas, na internet, para discutir a questão eleitoral deste ano.

“Continuaremos cumprindo o que determina as regras. Se não pode fazer reuniões com públicos, vamos respeitar”, afirmou o deputado Márcio Fernandes, que é pré-candidato a prefeito pelo MDB. Redes sociais também são o ‘local de trabalho’ intenso, neste momento, ‘enquanto não tivermos o sinal verde para reunir com as pessoas’.

Dentro das possibilidades e das recomendações, o Avante, que também deve ter candidato a prefeito neste ano, com o procurador de Justiça Sérgio Harfouche, está ‘obedecendo o calendário eleitoral’, disse o vereador Pastor Jeremias Flores, que preside a legenda na Capital.

Jornal Midiamax