Preso de manhã, vereador de MS é liberado após assinar termo na delegacia

Élio Custódio Lopes fez uso do habeas corpus coletivo que prevê prisão domiciliar durante o período de pandemia, medida adotada para devedores de pensão alimentícia

Nesta segunda-feira (15), o vereador Elio Custódio Lopes (Patriota) foi preso por não pagar pensão alimentícia. O parlamentar do município de Antônio João foi liberado após assinar um termo para que cumpra a pena em regime domiciliar.

De acordo com o delegado adjunto da 1ª Delegacia de Polícia de Ponta Porã, Alcides Bruno Braun, o termo assinado pelo vereador é relativo a um habeas corpus coletivo. Ao Jornal Midiamax, o delegado explicou que a medida “determina que em virtude da Covid-19, os presos cumpram a pena em regime domiciliar”.

O habeas corpus coletivo foi solicitado pela DPU ( da ) e acatado pelo ministro do (Supremo Tribunal de Justiça), Paulo de Tarso Sanseverino. Segundo Braun, o vereador deve cumprir a pena domiciliar sem a tornozeleira eletrônica.

Nesta manhã, o Jornal Midiamax entrou em contato com a presidente da Câmara de Vereadores de Antônio João, Cecilia Cáceres (). A vereadora e presidente da Câmara informou que ainda não possuía conhecimento da ocorrência e preferiu não se pronunciar sobre o assunto.

Elio foi eleito como vereador em 2016 e neste ano lançou pré-candidatura para prefeito do município de Antônio João. Nas redes sociais, o pré-candidato afirmou que paga a pensão alimentícia.

Assim, ele ressaltou que a pensão é descontada direto do salário que recebe como parlamentar. “O pagamento é descontado todos os meses do meu holerite, a Câmara mesmo faz o pagamento para meus filhos”. O vereador ainda informou que deve entrar com processo contra o “crime contra a pessoa” dele.

Preso de manhã, vereador de MS é liberado após assinar termo na delegacia
Mais notícias