Prefeitura de Ladário altera decreto e orações contra pandemia passam a ser voluntárias

Corrente de orações e jejum voluntário são as apostas da prefeitura como medida complementar de enfrentamento à pandemia do coronavírus

Antes obrigatório para os cidadãos cristãos de Ladário, agora as orações são voluntárias para toda a população independente da religião. Nesta sexta-feira (22), a Prefeitura Municipal publicou um novo decreto conclamando “a população ladarense a fazer orações voluntarias a Deus e/ou a manifestação da fé, como uma medida complementar neste período de pandemia” do coronavírus.

Em 18 de maio, a prefeitura de Ladário havia publicado o Decreto nº 5.194, que tinha como base oração e jejum como forma complementar de enfrentamento à pandemia. “Que todos os cristãos façam orações diárias nos lares e nos locais de adoração”, definia o decreto, que ainda pedia aos cidadãos, a prática de jejum até 7 de junho.

Quatro dias após a publicação do primeiro decreto, a gestão municipal publicou alterações oficiais no decreto anterior. O Decreto nº 5.202, divulgado no Assomasul (Diário Oficial dos Municípios de Mato Grosso do Sul) nesta sexta-feira (22), torna as orações voluntárias para toda a população que acredita em Deus, para assim abranger mais religiões.

Aos moradores que “não possuam fé e/ou crença em Deus”, a prefeitura solicitou que voluntariamente “utilizem da fé pessoal em prol da melhoria da situação que hoje se apresenta, e do fim da pandemia que aflige os cidadãos de nosso município e de todo o planeta”.

Em relação ao jejum, a prefeitura manteve como voluntário, mas pediu que seja feito pelo menos um dia, entre 18 de maio e 7 de junho. O período é o definido para as correntes de orações, que possuem horário marcado pela gestão.

“Sugere-se ainda, àqueles que pela sua fé tenham o hábito de orar, que participem da corrente/cerco de oração que ocorrerá no dia 7 de junho de 2020 na cidade de Ladário, das 5h até às 6h”. Por fim, a prefeitura de Ladário lembrou que o decreto “não tem o condão de tornar obrigatória a oração, nem de impor determinada fé ou religião. Trata-se de um clamor oficial e generalizado, que tem a intenção de ser complementar às medidas sanitárias legais já devidamente realizadas pelo Poder Municipal”.

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