Pesquisa aponta 6 casos de violência contra agentes políticos em Mato Grosso do Sul

Levantamento abrange janeiro de 2016 até janeiro de 2020

Estudo elaborado pela Terra de Direitos e Justiça Global, organizações não governamentais, aponta cinco casos de violência e ameaça contra políticos com mandato e candidatos, entre janeiro de 2016 e janeiro 2020. Em todo Brasil, são 397 situações.

Entre casos de assassinatos e atentados, o Estado teve 2 – não são especificados cada um na pesquisa. Em relação a ameaças, são 3 registros, de um total de 83 em todo País. A maior parte ocorreu em São Paulo e Rio de Janeiro. Agressões somam 17 em 17 Estados, incluindo .

Segundo a pesquisa, a análise das situações identifica quatro tipo de ameaças: de terceiros contra agentes políticos; ameaças difusas com uso da internet, aplicativos e redes sociais; ameaças de agentes políticos contra outros agentes políticos e ameaças de agentes políticos contra terceiros.

Vereadores ‘parecem’ mais expostos a ameaças vindas de terceiros e de outros políticos, traz o mapeamento. “O que sugere que a ameaça representa um recurso no acirramento dos conflitos de interesse político-partidário, econômico e territorial no âmbito do município”.

Já deputados federais, além das ameaças, são mais visados em ataques nas redes sociais e outras ferramentas. “Tal realidade permite formular a hipótese de que os agentes políticos no âmbito federal, devido à sua maior visibilidade, têm exposição maior a discursos de ódio e extermínio, o que, por sua vez, ajuda a explicar o fato de que as vítimas preferenciais nos casos de ameaça difusa mapeados são deputadas federais mulheres”.

Elas são menos expostas a assassinatos e atentados, já que 82% das vítimas de agressões são homens. Contudo, mulheres na política são submetidas a um cenário rotineiro de ameaças, agressões, humilhação e ofensas.

Enquanto o corpo físico do homem é o alvo central de ataque, afirma a pesquisa, a baixa representação feminina na política e a estigma do seu papel, “levam a uma dinâmica de não reconhecimento das mulheres como iguais, o que faz com que sua dignidade seja o principal alvo de ataque.

 

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