Nas primeiras sessões com restrição contra pandemia, vereadores e deputados cometem deslizes

Aperto de mãos e sem máscara, parlamentares demonstraram preocupação com coronavírus

Primeiro dia com medidas restritivas na Câmara Municipal de Campo Grande e Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul foi dominado por assuntos sobre o coronavírus e deslizes dos parlamentares.

Nas duas casas de leis, houve proibição de público nas sessões, que puderam ser acompanhadas pelas transmissões ao vivo. Contudo, medidas básicas amplamente divulgadas não foram seguidas – provavelmente mais por hábito do que negligência.

Por exemplo, na Câmara de Campo Grande, os vereadores formaram fila para apresentar suas indicações, ficando próximos um do outro em quase todo o tempo, como costumam fazer em dias normais. O recomendado é adotar distância de pelo menos um metro, cumprimento com beijos e abraços, nem devem ser cogitados neste momento.

Na Assembleia Legislativa, o presidente Paulo Corrêa (PSDB) chegou a chamar a atenção de deputados que falavam muito próximos ao microfone. “Deputado, o senhor não está tomando a distância necessária do microfone agora, fique longe”, disse ao deputado Lídio Lopes (Patriota), quando este falava justamente do uso do aparelho pela cantora Preta Gil, diagnosticada com a doença.

No que foi possível ver pelas transmissões, apertos de mãos e abraços não foram evitados na dimensão que deveriam. Frascos de álcool em gel estavam nas respectivas bancadas da Mesa Diretora, mas nenhum parlamentar usava máscara, apesar de, em todos os pronunciamentos, a tônica ter sido de preocupação quanto à pandemia.

Nas primeiras sessões com restrição contra pandemia, vereadores e deputados cometem deslizes
Plenário estava vazio, mas vereadores não mantiveram distância recomendável. (Izaías Medeiros, Câmara Municipal).

“Estamos assustados, não somos acostumados a passar momentos como estes. Procuro manter a calma e o trabalho que a Casa de Leis está fazendo”, disse o vereador Otávio Trad (atual PTB). Os vereadores Cida Amaral (Pros) e Hederson Fritz (PSD), ambos enfermeiros, chamaram atenção para medidas protetivas também aos profissionais de saúde, que podem, tanto ficarem sobrecarregados com a demanda, quanto a contaminação do coronavírus. “Quem pode, fique em casa”, pediu a vereadora Cida.

Suspensa

Nesta terça-feira, o presidente decidiu suspender por 15 dias as sessões ordinárias, porque o deputado Eduardo Rocha (MDB) se submeteu ao teste e a também porque Casa de Leis tem, em sua maioria, deputados acima de 50 anos e idosos, que compõem o grupo de risco. A Câmara manteve sessões, por enquanto, mas ainda com restrição quanto à presença de imprensa e demais pessoas no plenário.

Nas primeiras sessões com restrição contra pandemia, vereadores e deputados cometem deslizes
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