Lista de servidores que são contra Bolsonaro pode ter discussão presencial sigilosa

A comissão de inteligência do Senado deve realizar reunião presencial para manter em sigilo a suposta lista, o ministro da Justiça deve prestar esclarecimentos

Um suposto relatório sigiloso com informações de servidores públicos ligados a movimentos contra o Governo Federal e o presidente Jair Bolsonaro causa inquietação entre senadores. Para sanar as dúvidas, o ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, deve ser questionado. A CCAI (Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência no Congresso) deve realizar uma sessão presencial para manter em sigilo o assunto.

A comissão é presidida pelo senador sul-mato-grossense (PSD). Assim, o presidente da CCAI afirmou que já foi procurado pelo ministro da Justiça. E deve decidir, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, como a conversa será realizada.

Como a lista seria um trabalho de inteligência sigilosa, Nelsinho acredita que é necessário manter o sigilo durante a reunião. Então, ao portal do Senado, o parlamentar afirmou que “por conta do nível de sigilo das informações, as mesmas não podem ser expostas em sessão aberta do Plenário. No entanto, como as comissões ainda não estão funcionando, estamos avaliando alternativas junto com o presidente Davi Alcolumbre e o ministro André Mendonça para que os devidos esclarecimentos sejam feitos aos parlamentares”.

Então explicou que “uma das alternativas seria a ida dos membros da comissão ao Ministério da Justiça”. A reunião deve acontecer, pois de acordo com Nelsinho, Mendonça já se dispôs a prestar esclarecimentos para a CCAI.

Senadores cobram explicações

As explicações sobre o possível relatório foram solicitadas por meio de requerimento. A requisição foi feita pelos senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Jacques Wagner (PT-BA).

No documento os parlamentares citam uma reportagem de 24 de julho, do Portal UOL. A publicação aponta a Seopi (Secretaria de Operações Integradas) do Ministério da Justiça como autora de um relatório sigiloso sobre 579 servidores públicos que seriam integrantes de movimentos antifascismos e opositores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“Tal ação, proveniente do Ministério da Justiça e Segurança Pública, ao realizar absoluta e clandestina devassa na vida dessas pessoas, caracteriza-se como espionagem política”, justificam os senadores no requerimento.

Nelsinho afirmou que o Governo deve dar explicações sobre a lista. “Acredito que se existem questionamentos dos parlamentares e da sociedade quanto a algum tema referente ao Ministério. É nosso dever como comissão fiscalizadora atender a esses pedidos e convidar o ministro para explicar as questões apresentadas”, argumento ao Senado.

 

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