Juliana Zorzo nega que fugiu de intimação da Justiça em processo por fraude em licitação

Candidata a vice-prefeita pelo MDB é ré em ação movida pelo MPMS, mas ainda não foi citada

A candidata a vice-prefeita de Campo Grande pelo MDB, , negou, em nota, indolência para não ser citada pela Justiça em processo no qual é ré por suposta fraude em licitação.

Em nota enviada à imprensa, hoje (1º), assinada pelo advogado Felipe Barbosa, Zorzo alega que “o fato de ainda não ter sido localizada pessoalmente para o recebimento do mandado de citação no referido processo, não decorre, em hipótese alguma, de desídia”.

Segundo a nota, oficial de Justiça tentou citá-la uma única vez, no fim de julho do ano passado, em endereço no qual ela já não morava. A informação confere com as certidões juntadas nos autos do processo.

Sem conseguir encontrar , o promotor de Justiça Humberto Lapa Ferri pediu, em 28 de setembro, que ela seja intimada no diretório do MDB. A alternativa oferecida pelo MPMS (Ministério Público Estadual) foi oficiar o TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral) para pedir o atual endereço da candidata.

Ainda conforme posicionamento, a defesa de finaliza resposta à acusação da 31ª Promotoria de Justiça. A nota ainda diz que “são inverídicas as condutas expostas de modo genérico e meramente supositivo” na denúncia do MPMS.

O que diz a denúncia

A candidata a vice de Marcio Fernandes (MDB) foi denunciada por, segundo o MPMS, ter comandado esquema para fraudar licitação que resultou na contratação de empresa “Fino Traço Comunicação Visual”, especializada em serviços gráficos, em 2014.

De acordo com a denúncia, já teria contratado a empresa verbalmente, em 2014, ainda quando era vereadora de Campo Grande, e pago os serviços com verba indenizatória parlamentar – também sem licitação.

Depois, ao ser nomeada pelo ex-prefeito para a Fundac (Fundação de Cultura de Campo Grande), transferiu a relação com a empresa, que passara a atender a pasta, sem que houvesse licitação. Foi quando, conforme a peça ministerial, ela teria procedido para fraudar licitação, de forma que a Fino Traço saísse vencedora.

A fraude teria ocorrido no convite de três empresas ao certame – Fino Traço, Gafscreen e RR Nogueira Comércio e Representações LTDA. As concorrentes teriam, intencionalmente, apresentado valores acima da proposta entregue pela Fino Traço, de forma que esta saiu vencedora.

Durante a vigência do contrato, a prefeitura ordenou pagamentos de R$ 49,2 mil e de R$ 79,2 mil à empresa, resultando em R$ 128,5 mil.

Mais denunciados

Além de , o MPMS denunciou: Clarindo Cleber Gimenes, ex-diretor adjunto da Fundac; Raquel Marin Lugo Magdalena e Dyego Cavalari Ferreira Brandão, ex-diretores do Departamento de Administração, Planejamento e Finanças da Fundac; Gustavo Henrique Alves Lima, ex-servidor público municipal nomeado na Fundac; Fábio De Almeida Serra Souto, então presidente da Comissão Permanente de Licitações; Ruth Barros dos e Mário Justiniano De Souza Filho, na época, membros da Comissão Permanente de Licitações.

Também foram denunciados Laís Ferreira Paulino Borges, Luiz Antônio Mossini e Douglas Kostantinos Gutterres Liokalos, proprietários da empresa Fino Traço; Renato Aparecido da Silva, representante legal da empresa RR Nogueira Comércio e Representações LTDA); e Joel Lopes Dos Reis Junior, representante legal da empresa Grafscreen.

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