Energisa consegue liminar para barrar perícias da CPI em medidores suspeitos

Relógios de consumidores foram encaminhados à CPI da Energisa e estão sendo periciados em universidade

A Energisa que está sendo investigada por uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) aberta no ano passado pelos deputados estaduais, entrou com liminar na Justiça para barrar a inspeção dos 200 relógios de consumidores que estão sendo periciados na USP (Universidade de São Paulo) da cidade de São Carlos.

A informação foi repassada ao Jornal Midiamax pelo presidente da CPI, deputado (PSDB). Na última sexta-feira (8), a Comissão recebeu o documento protocolado na (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul). “A Energisa entrou para barrar as perícias na USP. Estamos concluindo o recurso e vamos protocolar hoje no Tribunal de Justiça”.

De acordo com o documento da concessionária de energia, serão periciados, como amostra, cerca de 200 medidores da cidade de Campo Grande, pertencentes a unidades consumidoras que tenham formulado reclamações perante o

Na justificativa, a Energisa defende a necessidade de serem esclarecidos alguns pontos prévios à realização da perícia, em especial quanto à necessidade de acreditação, pelo Inmetro, do laboratório encarregado da aferição dos medidores, porquanto as normas da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), prevêem critérios técnicos específicos a serem observados em procedimentos dessa natureza.

O relator, desembargador João Maria Lós, deferiu a liminar pleiteada, cassando o ato impetrado, para suspender a realização de perícia a ser realizada pela CPI. 

Mesmo durante a pandemia e a quarentena, Orro disse que os trabalhos continuam e que a CPI recebeu mais uma reclamação. “Na semana passada, um consumidor de Nova Alvorada do Sul apresentou relatório do Inmetro com a discrepância do relógio instalado pela Energisa,  marcando 30% a mais do que o consumo. Queremos que os consumidores paguem pelo que de fato consomem”.

Segundo resposta da Energisa, a empresa diz não se opor a investigação, mas que algumas
informações são estritamente necessárias para que o processo tenha valor técnico e legal, e discorda da forma como a perícia dos medidores seria conduzida.

Conforme a nota de esclarecimento, a concessionária tentou por várias vezes o caminho do diálogo e obter respostas sobre os procedimentos técnicos a serem adotados na aferição dos medidores. Perguntas técnicas sobre a metodologia realizada pela perícia e a qualificação da instituição contratada pela CPI para tal, nunca foram respondidas.

Matéria atualizada às 8h48 de 14 de maio para acréscimo de informações

Energisa consegue liminar para barrar perícias da CPI em medidores suspeitos
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