Em MS, presidente do STF diz que crime contra jornalista atinge liberdade de expressão

Leo Véras foi morto com 12 tiros por pistoleiros encapuzados em Pedro Juan Caballero

Em Campo Grande para evento em uma escola estadual nesta sexta-feira (14), o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli, classificou como “horrível” o crime contra o jornalista Leo Véras, executado por pistoleiros encapuzados em Pedro Juan Caballero, cidade na faixa de fronteira do Paraguai com o Brasil, na noite de quarta-feira (12).

“Todo atentado contra jornalista é um atentado contra a liberdade de expressão. O STF historicamente tem garantido esse princípio”. Para ele, as forças de segurança e polícia judiciária vão “atuar para chegar àqueles que foram os responsáveis por esse crime horrível”.

Veras é o 19º profissional da área morto no lado paraguaio. Segundo amigos, o jornalista tinha consciência do perigo que corria, mas não demonstrava medo durante as coberturas que fazia. Ontem, durante o velório, a presidente do Sinjorgran (Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Grande Dourados), Karine Segatto, disse que um assassinato tão violento impacta todos os colegas da comunicação.

O ministro afirmou que o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), com quem participou da agenda nesta manhã, comentou sobre a necessidade de maior efetivo na região de fronteira entre os dois países.

No que cabe ao Judiciário, Dias Toffoli afirmou que tem atuado para acelerar julgamento de casos envolvendo crimes relacionados ao tráfico de drogas. “Fazemos nossa parte e os outros poderes estão atuando também”. O presidente afirma que um projeto de lei para acelerar os trâmites na Justiça será entregue ao Congresso Federal.

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