Em MS, Gleisi Hoffmann critica ICMS: ‘maior carga tributária do país’

Presidente nacional do PT está em Campo Grande para evento de 40 anos do PT

Presidente nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann criticou neste sábado (22) em Campo Grande a alta tributação do ICMS, avaliando o imposto como o responsável pela maior carga tributária do país. Gleisi está em Mato Grosso do Sul para evento de 40 anos do Partido dos Trabalhadores, que acontece na Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de MS).

Gleisi fez coletiva ao lado de lideranças do PT em Campo Grande (Marcos Ermínio, Midiamax)

“O imposto sobre consumo continua sendo a maior carga tributária do país e isso prejudica os mais pobres. Uma pessoa em situação precária paga o mesmo imposto que eu, que tenho situação de vida melhor, por ser uma deputada, por exemplo”.

A crítica acontece em meio a protestos pelo aumento do ICMS da gasolina, em vigor neste mês, após proposta do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) ser aprovada. Como alternativa, Gleisi defende a tributação de rendas e imóveis. “Para se ter uma noção, lanchas e jatinhos, que são veículos caros, comprados por pessoas ricas, não pagam o IPVA no Brasil”, comentou em coletiva.

A presidente também questionou o aumento das filas do programa Bolsa Família e a geração de empregos divulgada pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). “O governo atual está maltratando a população mais pobre. As pessoas estão conseguindo empregos, mas em situações precárias, na informalidade e sem garantias. As filas do Bolsa Família aumentaram conforme o aumento do desemprego vai se tornando mais real”.

Gleisi destacou que o país tem maior parte da população, 70%, de pobres. “Então é preciso governar para essas pessoas”, finalizou.

Aniversário do PT

O encontro estadual acontece às 9h no auditório da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), que fica na Rua 26 de agosto, 2.296.

Gleisi foi eleita em 2018 deputada federal pelo Paraná, sendo a terceira deputada mais votada naquele Estado. Exerceu o mandato de senadora da República pelo mesmo Estado e foi líder do PT, deixando a representação após assumir a presidência do partido.

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