Em ano de eleição, vereadores prometem não descuidar do mandato na Capital

Maior parte dos 29 integrantes da atual legislatura deve tentar reeleição

Em ano eleitoral, o projeto político de reconquistar um assento na Câmara Municipal pode prejudicar pautas legislativas no segundo semestre. Para vereadores de Campo Grande, entretanto, a promessa é manter o ritmo e fazer campanha somente em horários alternativos.

A reportagem do Jornal Midiamax acionou todos os vereadores da Capital, cujos contatos foram disponibilizados, para saber quais táticas eles irão adotar para conciliar o último ano de mandato com o trabalho pela reeleição, diante de campanhas cada vez mais curtas.

A estratégia de Vinícius Siqueira (DEM) será atuar nos horários que hoje ele usa para cumprir o trabalho como oficial de Justiça. “Trabalho todos os dias, inclusive sábados e domingos. Durante a campanha, a legislação me afasta das funções no Judiciário. Usarei este tempo pra fazer campanha”, afirmou.

Situação similar será a do Enfermeiro Fritz (PSD), que concilia o mandato com o trabalho como enfermeiro da rede municipal de Saúde. “Por decorrência da lei eleitoral terei que me afastar das atribuições desenvolvidas no Centro de Testagem e Aconselhamento da Sesau em até 90 dias antes das eleições. É neste tempo vago que me dedicarei para divulgar minha plataforma enquanto candidato”, explica.

Odilon de Oliveira Júnior (PDT) disse acreditar no planejamento feito por sua equipe, que abrange o ano eleitoral. Candidato à reeleição, ele aposta no trabalho feito nos últimos três anos. “Espero colher os frutos, sem perder o rendimento”, resumiu.

“Com um bom planejamento e organização é possível manter as agendas normais do mandato”, aposta Eduardo Romero (Rede). Pré-candidato, ele também adianta que fará pré-campanha e período eleitoral nos horários alternativos às agendas oficiais.

João César Mattogrosso (PSDB) assegura que irá manter o ritmo, tanto nas comissões quanto em ações cotidianas do legislativo municipal. “Além disso, permanecerei presente nas sete regiões da Capital constantemente, como tenho feito desde o início da minha atividade parlamentar”, disse. 

O último ano do mandato terá foco exclusivo nos trabalhos ‘protocolares’ do mandato, garante Dr. Cury (sem partido). “Se for candidato, farei visitas e reuniões fora do horário normal das atividades da Câmara”, adiantou.

Segundo o presidente da Câmara, vereador João Rocha (PSDB), nem o ritmo nem a produtividade nas sessões deverão ser alterados com o pleito. Ele acredita que aqueles que terão ‘missão dobrada’ no período saberão trabalhar sem ‘misturar o exercício com a campanha’.

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