Em ano eleitoral, 8 dos 13 vereadores de Nova Andradina devem trocar de partido

Janela partidária inicia no dia 5 de março, oportunidade que os políticos têm para trocar de legenda sem perder o mandato

Em ano eleitoral, políticos de Nova Andradina, distante 301 quilômetros de Campo Grande, só estão a espera de abrir a janela partidária, que começa no dia 5 de março até 3 de abril sem correr o risco de perder o mandato, para mudar de partido. Na Câmara Municipal, 8 dos 13 vereadores podem trocar de legenda, de olho na reeleição.

A movimentação na cidade com a articulação de grupos já começou logo após a virada do ano. As trocas podem ocorrer devido a brigas internas, proibição de coligação com a nova regra eleitoral e também, pela opção de seguir o atual prefeito, Gilberto Garcia, que pode deixar o PL para disputar a reeleição.

Segundo informações do Jornal da Nova, o vereador mais votado em 2016, Quemuel de Alencar, eleito pelo PDT, deve trocar de posição, de um partido de esquerda e se filiando a um de direita, provavelmente o PSDB.

O ninho municipal tucano corre o risco de perder os três vereadores, Deildo Piscineiro, Valmirá da Pax e João Dan, pois, ao longo dos últimos quase quatro anos, eles se aproximaram de Garcia.

O prefeito de Nova Andradina pode ir para o PSD, partido comandado no Estado pelo senador da República, Nelsinho Trad e quem tem crescido desde a última eleição municipal. Se isso se concretizar, conforme o Jornal da Nova, é possível que os tucanos devem segui-lo.

O vereador Ricardo Lima foi reeleito pelo DEM na coligação comandada pelos tucanos em 2016 e se tornou líder do Executivo na Câmara Municipal no início de 2017, selando apoio ao prefeito.

Porém, ao que se parece, os democratas não gostaram dessa aproximação e o vereador pode ter perdido espaço no DEM. Com esse quadro, Ricardo também pode se filiar ao mesmo partido de Garcia, de olho na reeleição.

Antônio Tomaz de Souza, o vereador Tomaz, foi eleito em 2016 pelo PV e agora se diz “obrigado” a deixar o partido devido a reforma eleitoral, que proíbe a partir deste ano, as coligações entre legendas nas chapas de candidatos a vereador. Sendo assim, com cada partido tendo que lançar uma chapa própria, o PV não tem estrutura na cidade para lançar um número mínimo de candidatos a vereador. Não foi noticiado para qual partido ele deve migrar.

O petista Wilson Almeida não parece estar se dando bem com a legenda desde que assumiu seu primeiro mandato, conforme o Jornal da Nova. Ele inclusive, foi ameaçado de ser expulso da sigla e também pode aproveitar a janela partidária e buscar outro partido para disputar a reeleição.

No terceiro mandato como vereador, Marião da Saúde vai sair do PL e espera a janela partidária para se candidatar no PSB e disputar a Prefeitura Municipal, como já anunciado pelo partido.

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