Dourados se torna epicentro da Covid-19 e deputados pedem auxílio às comunidades indígenas

Até a última segunda-feira (1º), a aldeia indígena tinha 64 casos de coronavírus

O segundo maior município de Mato Grosso do Sul, Dourados se tornou o novo com casos de coronavírus. Com isso, a aldeia indígena da cidade corre perigo e já tem 64 casos confirmados. Os deputados estaduais pediram atenção especial do Governo do Estado e também da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena).

Durante sessão nesta terça-feira (2), o deputado Pedro Kemp (PT) disse que as comunidades indígenas vivem em situação de vulnerabilidade. “Os índios vivem em comunidades, as famílias são extensas e moram juntas. É preciso fazer a distribuição de máscaras, de EPIs na comunidade. A SES e a Sesai precisam se unir para que o vírus não se espalhe na aldeia”. 

Barbosinha (DEM) afirmou que a reserva indígena de Dourados é uma das maiores comunidades do Estado e está situada perto da cidade, com isso, o risco de contaminação é maior. “Dourados é o novo da doença e precisamos de atenção. A comunidade é vulnerável e necessita de fornecimento de água também. É um assunto que demanda uma atenção especial da SES e do município”.

O parlamentar Neno Razuk (PTB) afirmou que até o momento, seu requerimento questionando a SES sobre o plano de contingência da Covid-19 na aldeia, ainda não foi respondido. “Estamos preocupados quanto ao avanço da pandemia. Na aldeia em Dourados já temos 64 casos confirmados e na aldeia em Caarapó já são dois. Peço que a Casa de Leis me ajude a cobrar da SES um plano concreto detalhado de combate ao coronavírus”.

Razuk também comentou sobre os leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) pediátricos. “O coronavírus leva ao uso de UTI e o Estado só tem 10 leitos pediátricos. É muito baixo o número de leitos destinados às crianças, são 10 no Estado, sendo 7 em Campo Grande de 3 em Dourados.”

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