Deputado pede audiência pública da Energisa para ajudar na CPI

Marçal Filho pediu reunião com frente parlamentar para colaborar com andamento da CPI

O deputado estadual Marçal Filho (PSDB) pediu na manhã desta quarta-feira (12) uma reunião com os parlamentares que compõem a Frente Parlamentar para que seja feita uma audiência pública com relação às denúncias feitas contra a Energisa por consumidores que tiveram suas contas de energia elétrica com preços elevados no fim de 2018 e início de 2019.

O parlamentar não faz parte da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Energisa, apesar de ter pedido para participar. São cinco membros na CPI, sendo Felipe Orro (PSDB) o presidente. Como Marçal também é do PSDB, o regimento interno não permite dois membros do mesmo partido como parte da CPI.

Durante a sessão nesta quarta-feira, Marçal solicitou uma reunião com a frente parlamentar. “Sabemos da CPI e dos trabalhos que estão sendo feitos, mas as pessoas não estão ouvindo falar sobre ela. Precisamos dar explicações à população, com uma audiência pública talvez”.

Segundo Marçal Filho, como existia apenas uma vaga para o partido dele e o Felipe Orro foi quem apresentou a denúncia fato para instaurar a CPI na Casa de Leis, Filho acabou ficando de fora. “Tenho acompanhado a CPI, mas até onde eu pude, porque agora as reuniões são sigilosas. Precisamos dar uma resposta aos consumidores que viram os valores de suas contas de energia subirem demais nos últimos anos”.

Conforme o presidente da CPI, reunião foi realizada na tarde desta quarta-feira e uma testemunha foi ouvida. “A testemunha pediu para não ser ouvida na frente dos advogados da Energisa e vai ser atendida”.

No retorno do trabalho legislativo, um dos membros, João Henrique Catan (PL) pediu para sair da Comissão, dizendo que não tinha incentivo financeiro. Sobre esta questão, Orro comentou que conversou com a Mesa Diretora para saber se vai ter algum respaldo. “Precisamos contratar técnicos de medição da energia. A CPI tem indícios fortes (de fraude)”.

Com relação a substituição de Catan, Orro disse que depende dos blocos. “Já falei com eles para indicar alguém, estou esperando. Enquanto isso, estamos tocando a CPI”.

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