Com dificuldade para achar novo líder, Reinaldo deixa escolha para próxima semana

Cotados pelo Governo não teriam interesse em defender projetos impopulares do Governo na Assembleia

Diante da dificuldade em indicar novo líder na ALMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) adiou para a próxima semana o anúncio de quem irá defender as pautas do Governo na Casa de Leis neste ano. Para a próxima terça-feira (11), está prevista reunião com lideranças seguida do anúncio do novo nome. O problema é que nenhum dos cotados está empolgado com a função.

“Sob uma perspectiva é ser líder do Governo e saber que vai ter que defender pautas que nem sempre são populares. O Governo não mexe só com projetos que são populares”, ponderou o deputado estadual Gerson Claro (PP), após reunião com o secretário Especial de Governo e presidente regional do PSDB, Sérgio de Paula, nesta quarta-feira (05).

Claro disse não estar ‘concentrado’ na liderança e que seu foco é em tentar manter coeso o bloco G-10 e o trabalho em prol dos correligionários que tentarão conquistar um mandato nessas eleições. “Essa função não é questão de ter interesse ou não, a decisão não passa pela gente. É uma decisão daquilo que for para harmonia da Casa e atender os interesses dos projetos do Governo”, ressaltou. 

Mesmo sendo apontado pelos colegas como o nome preferido dos tucanos, o parlamentar afirma que mais nomes podem ser cogitados. O problema na sua indicação, segundo fontes do próprio Governo, é que o parlamentar não estaria disposto a sacrificar, em defesa dos projetos polêmicos de Reinaldo, sua imagem já desgastada.

Preso durante a deflagração da Operação Antivírus, deflagrada em agosto de 2017, ele é réu com outras 17 pessoas em processo iniciado com denúncia do Gaeco sobre escândalos de corrupção no período em que estava à frente do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul).

Disputa em Campo Grande

O outro cotado, deputado estadual Rinaldo Modesto (PSDB), também não sinaliza interesse em voltar a ser líder de Reinaldo na Assembleia. Apesar de ter defendido as pautas do Governo por quatro anos, ele deixou o cargo após polêmica envolvendo sua votação contrária a projetos enviados pelo Governo, em julho do ano passado.

A postura já sinalizava distanciamento do projeto tucano, que insiste em apoiar a reeleição do prefeito Marquinhos Trad (PSD) em detrimento do desejo já manifesto da irmã do parlamentar, a deputada federal Rose Modesto (PSDB), de sair candidata a prefeita na Capital. Recentemente, o líder do partido chegou a anunciar em entrevista coletiva que pediu à deputada para ficar em silêncio para ‘não conturbar o ambiente político’.

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