Claro, Barbosinha e Vendramini defendem ofício para ‘esquentar’ pescaria de Reinaldo

Ofício foi assinado em 19 de dezembro, mas protocolizado na Casa de Leis com data de 5 de fevereiro

Os deputados estaduais Barbosinha (DEM), Gerson Claro e Evander Vendramini, ambos do PP, defendem a manobra feita pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB) ao ferir a lei estadual criada no ano passado, relacionada as férias dele, que precisa ser comunicada previamente a ALMS (Assembleia Legislativa), caso o vice-governador assuma, o que não foi cumprido. 

Ofício de Reinaldo foi protocolado nesta quarta-feira (5) na Casa de Leis informando sobre a ausência entre 6 e 10 de janeiro e dizendo que o vice, Murilo Zauith (DEM) assumiria o governo. A data do ofício foi assinada no dia 19 de dezembro. No dia 20, a ALMS entrou em recesso e por isso, segundo os deputados, o documento foi lido durante o expediente de ontem, sendo colocado no sistema do legislativo. 

Conforme a lei estadual votada e aprovada pelos parlamentares em outubro do ano passado, o governador não precisa pedir autorização aos deputados para sair de férias, caso não exceda o prazo de 15 dias. Mas, como o vice-governador precisa assumir o comando, a comunicação precisa ser prévia.

Segundo Evander Vendramini, o atraso é em função do recesso. “Ele apenas informou a Casa daquilo que ele já estava autorizado”, disse respondendo acreditar que não foi um ato imoral.

Gerson Claro cotado para ser o novo líder do governador após Barbosinha (DEM) deixar o cargo no início das atividades legislativas deste ano, disse que estava como secretário da Mesa na quarta-feira, quando o ofício foi lido, e não se lembrava de ter percebido alguma irregularidade na comunicação. 

“Eu lembro do que eu li no expediente, que o governador pedia afastamento de tanto a tanto. Não foi protocolado ontem, foi lido ontem. E a Assembleia não precisa aprovar isso. Não tem esse assunto lá. Ele [governador] comunicou ao presidente, até onde eu sei”, justificou. No entanto, consta carimbado no ofício a data de protocolo, que é também a quarta-feira, dia 5 de fevereiro.

Barbosinha informou não ter visto as matérias publicadas pelo Jornal Midiamax. “Não vi a matéria, nem o pedido. Não posso comentar”, afirmou. 

Ele, no entanto, disse que o governador não precisa de autorização, já que lei aprovada anteriormente prevê afastamento por determinado período sem autorização.

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