Candidato à reeleição, prefeito pode ser cassado por vereadores a 47 dias da votação em MS

Álvaro Urt (DEM) é investigado em operação que investiga fraude em contratos da frota municipal

A 47 dias para votação das eleições 2020, Álvaro Urt (DEM), prefeito de Bandeirantes e candidato à reeleição, poderá perder o mandato nesta terça-feira (29), quando a Câmara Municipal vota um pedido de cassação aberto contra ele. A comissão processante foi aberta depois da deflagração da Operação Sucata Preciosa, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado), na qual o atual chefe do Executivo é investigado.

A caminho da sessão, marcada para 9 horas, o prefeito falou brevemente com a reportagem, afirmando que as acusações não procedem e que apuração no parlamento tem cunho político. Bandeirantes tem, segundo registro no TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), quatro candidatos à Prefeitura, além de Álvaro.

Se a cassação for confirmada, o vice-prefeito Luiz Meira (Patriota) toma posse, mas fica no cargo por apenas 93 dias, já que as eleições de novembro elegem um novo nome, que toma posse em 1º de janeiro de 2021. A reportagem tentou contato com o presidente da Câmara de Bandeirantes, o vereador Jeovane Félix de Oliveira (PSB), mas as ligações não foram atendidas. Também enviou mensagem em seu número de whatsapp, e aguarda retorno.

Sucata Preciosa

Em junho deste ano, o MPMS deu início à Operação Sucata Preciosa, que investiga crimes de peculato, fraude em licitação, falsidade e corrupção. A apuração girou em torno de contratos com empresas privadas para manutenção de veículos da frota de Bandeirantes.

Alvo de busca na ocasião, a Prefeitura da cidade é investigada por supostos serviços de manutenção em veículos, os quais não foram prestados. Boa parte dos veículos continuaria, após o serviço contratado, sucateada e abandonada nos pátios das Secretarias de Obra e Saúde – por isso, o nome da operação.

Os 25 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Bandeirantes, Campo Grande, Dourados e Presidente Venceslau (SP), além da prisão do secretário de Obras, Marcos Antônio Rodrigues.

Em novembro do ano passado, após a interdição de um ônibus escolar da frota terceirizada por irregularidades, outros dois veículos da mesma empresa Miracar, foram apreendidos para a realização de investigação criminal na cidade. Segundo apurou o Ministério Público, técnico credenciado pelo Detran-MS aprovou os veículos mesmo em más condições de segurança.

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